Halo Wars: A mãe de todas as guerras

Pode dizer-se que a série criada pela Bunjie é uma espécie de Rei Midas. Tudo o que tem o nome “Halo”, vira sucesso. Para provar, estão os três jogos lançados até ao momento da série “Halo”, e o previsível êxito de “Halo Wars”, o novo jogo da série, desta vez produzido pela Ensemble Studios. O potencial da história criada no jogo FPS tinha todas as possibilidades de ser adaptada para um jogo de estratégia em tempo real, sendo ainda a melhor forma de contar a história anterior aos acontecimentos da série “Halo”. E foi isso que acabou por fazer a produtora do jogo.
“Halo Wars” retracta o primeiro confronto entre a UNSC e os Convenant, 20 anos antes da história de “Halo: Combat Envolved”. O palco da acção é o planeta Harvest. Há cinco longos anos que os Convenant tentam conquistar o planeta, mas as forças da UNSC conseguem derrotar os inimigos. Contudo, os alienígenas não desistem da luta, pois é no planeta Harvest que está um suposto segredo que pode destruir a humanidade. É hora da tripulação da nave Spirit of Fire entrar em acção. A missão é muito simples: descobrir o que os Convenant tanto procuram neste planeta e impedir que se apoderem deste segredo. É neste contexto que o jogador parte para a luta. Assume o papel de um elemento das forças da UNSC e entra num mundo completamente novo do universo “Halo”.

Mais do que colocar unidades em determinados territórios e conquistá-los, como a maioria dos RTS, aqui cada missão tem uma consequência imediata na história. Esta é contada através de pequenos excertos cinematográficos, que servem como elos de ligação, magnificamente filmados e, ao contrário de muitos jogos, têm um papel fulcral no desenrolar do jogo. A ponta do véu vai sendo levantada à medida que o jogador avança nas missões. Estas são muitas e variadas que podem ir desde a conquista de uma base dos Convenant até à protecção de civis. O resultado final da missão terá impacto imediato no desenrolar futuro do jogo.

Outra diferença de “Halo Wars” para os restantes RTS está nos menus. Criado para a Xbox 360, o jogo não apresenta o conjunto habitual de opções que surgem no ecrã neste género de jogos. A Ensemble preferiu simplificar e adaptar a interface a uma consola, de modo a simplificar a jogabilidade. E pode dizer-se que o resultado final foi bem conseguido, sendo muito simples aceder a todas as opções normais deste género, que vão desde a orientação de unidades no mapa, à criação de instalações e movimentação de homens e veículos. A facilidade de acesso a qualquer ponto do mapa, onde estão a decorrer eventos, é facilitada por atalhos, tornando a acção mais fluida.

Em termos gráficos, não estávamos à espera de uma qualidade semelhante à série “Halo”, o que se confirmou. Os RTS raramente atingem a excelência gráfica de um FPS, mas neste caso “Halo Wars” situa-se entre os melhores do género. Cenários gigantescos, detalhes preciosos nas unidades e veículos, fluidez do motor de jogo, mesmo quando surgem inúmeras unidades em confronto. Enfim, pouco ou nada a apontar neste item.
Por fim, os modos de jogo. A campanha normal é escassa, mas pode ser prolongada com níveis que vão sendo desbloqueados. O modo multiplayer será o que nos vai tomar mais tempo, até porque aqui é possível comandar os Convenant. Existe um modo cooperativo e vários competitivos, logo é só escolher a opção que mais agrada, num dos melhores jogos do ano.
