Resistance: Retribution: Vingança sangrenta

Ofuscada pelas grandes consolas, que vão gerando títulos de qualidade, a pequena Playstation Portátil (PSP) tem lutado contra esta hegemonia como pode. Apesar de objectivos diferentes, a pequena consola tem recebido poucos jogos dignos das potencialidades que possui. Nos últimos tempos, apenas “Patapon 2” ou a série “SOCOM” têm dado algumas alegrias. A decisão de passar a série “Resistance” para a PSP acaba por ser uma excelente notícia, principalmente depois da avaliação do produto final.

“Resistance: Retribution” coloca o jogador numa história intermédia entre o primeiro e o segundo jogo da série, que apenas teve como destino a PS3. Aqui, o herói não é o carismático Nathan Hale, mas sim James Grayson, um antigo militar britânico que desertou para fazer justiça por conta própria. Mais uma vez, a Chimera (raça alienígena que invadiu a Terra), está por detrás da ira de um herói, desta vez depois de ter infectado o irmão de Grayson, que não teve outro remédio senão matá-lo. Começa por destruir várias bases do inimigo, mas o exército britânico não gosta das suas acções como renegado e prende-o. Quando surge uma nova base da Chimera que o exército não consegue destruir, Grayson é novamente colocado em acção, mas as regras são feitas por ele, o que gera um clima interessante no jogo.

Quando surge um FPS nesta pequena consola, os comandos acabam sempre por fazer lembrar os velhos teclado e rato. Contudo, “Resistance: Retribution” surpreende pela positiva. Nada de muito elaborado, com o analógico a movimentar a personagem, os botões a controlarem a mira, o R para disparar, o L para escolher armas e as setas para as acções. Existe ainda um sistema de mira automático, muito útil, pois basta um tiro certeiro e já está. A Inteligência Artificial dos extraterrestres podia ser bem melhor, principalmente nos confrontos. São facilmente enganados, expondo-se aos nossos tiros de uma forma absurda. O arsenal faria muito jeito ao exército português, tal a quantidade, qualidade e variedade. Atenção, que existem certas armas que só matam determinados inimigos, uma opção interessante na mecânica do jogo. Um ponto ainda a favor para a interactividade com a PS3, onde é possível utilizar o vírus que torna Nathan Hale num ser com poderes especiais ou utilizar o comando sem fios da PS3.

Em termos gráficos, existe qualidade suplementar em relação a outros jogos da PSP. Os cenários são enormes e bem detalhados, tal como as personagens. A câmara funciona na perfeição e está bem adaptada às características da PSP. Também a banda sonora cumpre a sua tarefa na perfeição.
Com uma duração considerável para um jogo da PSP, “Resistance: Retribution” chega até às 10 horas, no modo single, mas dura muito mais nos vários modos multiplayer, onde se podem juntar 8 jogadores em duas equipas de quatro. Até ver, 2009 tem em “Resistance: Retribution”, o melhor jogo para a PSP.
