The Godfather II: Mafia ataca de novo

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Quando o anúncio das datas de lançamento de um jogo é constantemente alterado, algo não está bem. Temia-se que fosse acontecer algo de semelhantes com “The Godfather II”, e as expectativas confirmaram-se. Não quer isto dizer que estamos perante um mau jogo, mas depois de um primeiro “The Godfather” de grande qualidade, esperávamos uma sequela ainda melhor.

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Adaptar a história cinematográfica de uma das melhores e mais premiadas sagas do cinema é um risco muito grande. Principalmente, quando o mais importante é a história. Se o original pegou na narrativa do filme e apenas completou alguns espaços em branco que existiam, “The Godfather II” espalha-se ao comprido ao não seguir à risca os acontecimentos do filme de 1974. Em primeiro lugar, onde está Vito Corleone, o homem que deu origem à história da família Corleone? O jogo apenas segue os passos de Michael Corleone, o filho de Vito, que assumiu os destinos da família quando o pai morreu, vítima de ataque cardíaco. No filme, em vários flashbacks, a história da vida de Vito é contada ao pormenor, mas aqui desapareceu. Os produtores preocuparam-se em centrar a acção na tentativa de domínio de Michael dos casinos, Tom Hagen tem uma participação estranha na história e colocam a traição de Fredo à família num momento completamente diferente. Também os diálogos, fundamentais neste tipo de jogo, deixam algo a desejar.

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Quanto à mecânica de jogo, as alterações foram escassas, o que é bom sinal. Com acções semelhantes a “Gran Theft Auto”, o jogador terá de percorrer vários cenários, tendo o crime como missão. Extorquir dinheiro a comerciantes, atentados, prostituição, tráfico de armas e tudo o mais que possa resultar em lucros para a família Corleone. Convém manter as hostes satisfeitas e os inimigos debaixo de olho. É possível ver como está a hierarquia dentro da organização e recorrer a especialistas para determinados trabalhos. Se a intenção é incendiar algo, temos um especialista em incêndios. E assim sucessivamente. Tudo isto pode ser visto numa nova visão do jogo, “Don’s Vision”, onde também é possível observar os territórios que controlamos e as diversas actividades que temos em cada um deles. É, sem dúvida, o melhor que o jogo tem.

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O aspecto gráfico também podia ser melhor. Faltam detalhes, cenários mais elaborados, erros por corrigir (os corpos desaparecerem em direcção ao céu ainda vá lá, mas no meio de um passeio?). Já a banda sonora, cumpre na perfeição, ao dar o ambiente certo ao jogo.

Último destaque para o modo multiplayer, onde a luta entre Don’s e o modo de eliminação entre equipas de especialistas proporcionam boas horas de diversão. Se existir um “The Godfather III”, esperemos um regresso à velha fórmula, ou seja, ao título original, mais de acordo com a história original criada por Mario Puzo e transposta para o cinema por Francis Ford Coppola.

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