
Em 2004, a Starbreeze deu a conhecer ao mundo “The Chronicles of Riddick: Escape from Butcher Bay”, um excelente FPS, com uma personagem carismática, Riddick. Na mesma altura, estreia o filme “The Chronicles of Riddick”, que obtém um sucesso assinalável, muito por culpa da presença de Vin Diesel, no papel de Riddick, depois de se ter estreado nesta personagem em “Pitch Black”, em 2000. Passados cinco anos, a Starbreeze volta a apostar nesta saga, com “The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena”.

A surpresa agradável deste título foi a inclusão da aventura inicial, “Escape from Butcher Bay”, mas com um novo tratamento gráfico que promoveu melhorias assinaláveis. Com texturas mais nítidas, mais pormenores e um ambiente de escuridão muito bem conseguido, Riddick terá de fugir da prisão e escapar aos seus perseguidores. A acção começa como um FPS, mas vai mudando paulatinamente para acção furtiva quando Riddick ganha a faculdade de ver na escuridão. Acaba por ganhar vantagem sobre os adversários e elimina-os sem dar um tiro. É curioso ver como esconde os corpos dos inimigos abatidos, para que ninguém dê o alarme. Uma aventura muito bem redesenhada e que merece algumas horas a tentar resolvê-la.

Já “Assault on Dark Athena” revela uma nova história de Riddick. Pouco tempo depois de fugir de Butcher Bay, Riddick vê-se novamente aprisionado. Desta vez, o cárcere é a nave Dark Athena, onde tem por companhia mercenários e soldados que sofreram experiências traumatizantes. Ao contrário da primeira aventura, a acção furtiva quase que desaparece, no momento em que o herói abandona a nave e vagueia por um planeta ainda mais assustador do que a nave. Riddick dispõe inicialmente da capacidade de ver no escuro, mas utiliza mais as armas para enfrentar os inimigos, destacando-se as Ulaks, nos combates corpo-a-corpo. Quem gosta de FPS´s puros e duros, “Assault on Dark Athena” vai agradar pela quantidade e qualidade das armas disponíveis, cenários e ritmo da acção. Outra diferença para aventura original está na qualidade gráfica. Se “Escape from Butcher Bay” já tinha surpreendido pela positiva, “Assault on Dark Athena” tem ainda melhor aspecto. Os detalhes das personagens, principalmente de Riddick, estão excelentes, tal como os cenários.

Outro facto que surpreende pela positiva são os diálogos. Com uma sincronização perfeita, dá gosto ouvis algumas conversas entre as personagens, principalmente quando Riddick intervém. Sendo de poucas falas, utiliza a intimidação e os palavrões como meio de comunicação, características únicas da sua personagem.
Uma última palavra para o modo on-line. Com a inclusão deste modo, o jogo ganha uma longevidade considerável. Para além dos modos mais corriqueiros, o destaque vai claramente para o “Pitch Black”, onde um jogador assume o papel de Riddick e os restantes são mercenários que tentam caçá-lo, mas na completa escuridão, utilizando apenas a ténue luz das armas. Em suma, “The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena” reúne tudo de bom que a saga tem e ainda lhe acrescenta uma história nova e um bom modo on-line.

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