Velvet Assassin: Espiã implacável

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É difícil não efectuar uma comparação entre “Splinter Cell” e este “Velvet Assassin”. Pode mesmo dizer-se que a protagonista deste jogo é uma espécie de Sam Fisher de saias. Mas, antes de entrar em comparações, é de realçar o lançamento de um jogo de acção furtiva pura, algo que andava arredado dos PCs faz algum tempo. Num mercado cheio de FPSs, “Velvet Assassin” é uma lufada de ar fresco, apesar de não ser uma obra-prima dos videojogos.

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Viollete Summer é a heroína deste título. O seu trajecto é baseado na história verídica de Viollete Szabo, uma agente secreta ao serviço dos britânicos, apesar de ser francesa, durante a II Guerra Mundial. Quando se fala numa personagem assim, vem logo à memória o nome de Mata Hari, célebre espiã durante a I Guerra Mundial, mas que tinha menos escrúpulos do que Viollete. No jogo, a espiã sofre um atentado e entra em coma, altura em que o jogador assume o controlo da personagem. Os delírios de Viollete levam-nos até algumas das missões que cumpriu, instalando-se alguma confusão em relação à personagem. É como estar a viver as missões, antes mesmo de elas terem acontecido. Depois de um período de adaptação, é altura de começarem as missões.

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A mecânica de “Velvet Assassin” não oferece grandes novidades. Muito semelhante a “Splinter Cell”, a grande inspiração dos produtores do jogo, leva Viollete a um conjunto de missões pela Europa. Paris, Varsóvia e Berlim são alguns dos locais onde a presença da espiã é essencial, sempre com um objectivo prioritário, não ser descoberta. Para tal, existe um indicador que mostra o grau de camuflagem de Viollete, indicando se está ou não perto de ser descoberta pelos inimigos nazis. Para passar despercebida terá de utilizar disfarces, esconderijos ou eliminar adversários, sem nunca deixar rasto. Uma poderosa espingarda de sniper permite alguns dos melhores momentos do jogo, com Viollete a fazer uso da sua perícia para eliminar obstáculos de uma forma furtiva e sem que o inimigo se aperceba.

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Quando o elemento surpresa se desvanece, é hora de combater. Sendo um jogo na terceira pessoa, os combates com armas são pouco atractivos, até porque a quantidade de armas é escassa. Os combates corpo-a-corpo oferecem mais emoção, com Viollete a demonstrar alguns golpes eficazes e a mostrar a sua faceta de implacável. Existe ainda uma função de câmara lenta, quando é injectada morfina durante os delírios da personagem, que também faz parar os adversários. No fundo, nada de novo na mecânica de jogo, mas pelos menos oferece uma dinâmica que condiz com a acção furtiva que caracteriza o jogo.

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Em termos gráficos, “Velvet Assassin” é equilibrado. As primeiras informações sobre o jogo prometiam um aspecto gráfico de primeira qualidade. O produto final mostra que não é bem assim, mas não envergonha. Os cenários fazem-nos sentir que estamos em plena II Guerra Mundial, enquanto a protagonista tem tudo o que uma espiã deve ter: beleza, agilidade e inteligência. Já a câmara de jogo perde, por vezes, os movimentos de Viollete, algo que em nada favorece durante um combate. Já o ambiente sonoro está de acordo com um jogo que oferece bastante suspense, principalmente quando Viollete é descoberta nas suas acções.

Em resumo, a personagem é interessante, algumas missões entusiasmam, mas falta um pouco mais de qualidade gráfica e alguma longevidade do jogo.

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