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Overlord II – O rei da maldade

Overlord II

Há cerca de dois anos, surgia no mercado um jogo que se distinguia pelo argumento. Ao contrário da maioria das narrativas, onde a luta entre o bem e o mal é quase sempre uma realidade, “Overlord” oferecia uma luta entre o mal e um mal ainda pior. Ter um coração de ouro, fazer o que está correcto e proteger os indefesos era algo que não se via neste jogo. Ao mesmo tempo, era necessário comandar uma horda de monstros de todos os tipos para alcançar o poder. No fundo, era um jogo divertido, com uma boa história e um aspecto gráfico a pedir algumas melhorias.

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Com um nível de sucesso aceitável, era de esperar uma sequela e eis que a luta pelo título de “rei da maldade” volta às consolas e, neste caso, aos PCs. “Overlord II” traz a mesma mecânica de jogo, mas melhorada, a mesma argumentista, Rhianna Pratchet, e uma história que mistura factos reais e muita fantasia.

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O herdeiro do primeiro Overlord (o senhor da maldade), que tinha sido raptado na primeira aventura, resolve assumir o trono e praticar todas e mais algumas maldades. Será ele o comandante de todas as criaturas que necessitavam quem as liderasse, pois apesar de terem ganho alguma inteligência em relação ao título anterior, ainda não primam pela capacidade de raciocínio. E quem vão ser as vítimas das maldades deste exército? Nada mais, nada menos que o exército romano. Os ancestrais dos italianos andam a conquistar todos os territórios e mais alguns, chegando às terras mais frias, onde o Overlord e seus pares vão entrar em confronto com um dos mais temíveis exércitos de sempre. Ou seja, se uns são maus, os outros são ainda piores…

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A mecânica do jogo continua a ser simples. O jogador controla Overlord que, por sua vez, controla as suas tropas. Com uma série de atalhos é muito fácil controlar os passos de todos os monstros ao nosso dispor, com uma câmara que também ajuda na visualização perfeita na deslocação da nossa personagem e das tropas à nossa disposição. A feitiçaria continua a ser a melhor arma e a que mais irrita os romanos. A estratégia está sempre presente nas acções determinadas por Overlord, que pode enviar um grupo de criaturas atacar as tropas romanas ou pode optar pela sua própria protecção, não vá o diabo tecê-las.

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Apesar da dimensão de alguns cenários nos levar a pensar que exploração livre é uma realidade, o jogo continua a seguir um traçado linear, não dando grande azo à exploração, nem à interacção, algo a rever numa próxima sequela. De qualquer forma, podemos reencarnar na figura de qualquer outro monstro e assim aceder a locais que não são possíveis ao próprio Overlord. Também a nova Torre, que serve de quartel-general do Overlord, sofreu obras de remodelação. Está maior, com nova decoração e que pode ser melhorada mediante o dinheiro recolhido que serve para comprar itens. Por outro lado, também as nossas criaturas podem ser melhoradas, através de algumas experiências genéticas, com a mistura de raças. Entre eles, encontramos alguns parecidos com os saudosos “gremlins”, só para dar um exemplo.

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Uma substancial melhoria em relação ao título original está no aspecto gráfico. Este era a maior crítica que podia ser feita ao primeiro “Overlord”, mas algumas situações foram corrigidas. As animações estão melhores, os cenários são maiores, mais variados e com mais cores, existem mais e melhores criaturas. Continuam a existir alguns problemas com as texturas, mas só um novo motor de jogo poderá melhorar esta situação. As vozes, os diálogos e a banda sonora completam o quadro de humor negro que caracteriza este jogo, oferecendo algo de diferente da maioria dos jogos. Para os fãs da série, esta sequela vai saber a mel, tal a evolução verificada. Já os novatos, vão certamente gostar de entrar neste mundo de paródia aos jogos de fantasia, com muito humor, um excelente “gameplay” e muitas horas de divertimento.

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Agosto 19, 2009 - Publicado por nunomachado | Análises, PC | | Sem comentários ainda

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