Tekken 6 – Luta pelo poder

Começou por ser um jogo exclusivo da Playstation, mas à sexta edição expande-se até à rival Xbox 360. Esta é a principal novidade de “Tekken 6”, sinónimo de qualidade de jogos “beat’um up”, mas que este ano tem uma concorrência muito forte de “Virtua Fighter 5”. Como tal, a Namco Bandai procurou produzir um jogo com mais novidades em relação aos últimos títulos da série, até porque este é o primeiro desenvolvido para duas consolas da nova geração.

A história do jogo fala de traição e vingança. Heihachi Mishima regressa com vontade de vingar-se do neto, Jin, que controla a empresa da família, a Mishima Zaibatsu, mas que tem planos megalómanos para concretizar. Ao mesmo tempo, Kazuya, filho de Heihachi, é o rival de Jin, através da sua empresa, a G Corporation, e pretende derrotar Jin para adquiri poderes sobrenaturais. Surge então o sexto torneio de artes marciais, promovido por Jin, para de uma só vez livrar-se de todos os adversários.

Esta é a história do modo Scenario Campaign, que introduz duas novas personagens, Lars Alexandersson e Alisa Bosconovitch, sendo o mais interessante, pois permite angariar dinheiro e recolher itens para melhorar desempenhos. Ao mesmo tempo, dá acesso ao The King of Iron Fist Tournament, que irá desbloquear todas as histórias relativas a cada personagem. Destaque ainda para o vídeo que mostra o início da história, um bom exemplo de Anime. O pior é quando se defronta um boss e surge a derrota, pois é necessário começar tudo do início. Os restantes modos já carecem de algum interesse, devido à falta de inovação. A Namco Bandai não introduziu qualquer novidade neste aspecto, mantendo os habituais Ghost, Team, Battle, Time Attack e Survival. Na vertente on-line, mantém-se as lutas para subir no raking ou apenas o combate simples.

Nas personagens, a apreciação é positiva. São 40 e com muito por onde escolher. É difícil encontra duas com o mesmo estilo de luta e todas têm particularidades muito distintas. Existem seis entradas novas no plantel, algumas bem interessantes. Lars Alexandersson é um dos mais importantes, pois vai liderar a revolta contra Heihachi Mishima, coadjuvado por Alisa Bosconovitch, metade mulher, metade máquina, com asas nas costas, moto-serras nos braços e a cabeça como granada. Um perigo. Depois existe um toureiro, Miguel, Bob, gordo, mas ágil, Leo, um típico miúdo mimado em busca de vingança, e Zafina, bela e mortal com os seus golpes temíveis. Todos eles são personalizáveis e podem ser melhorados através do dinheiro recolhido, talvez o aspecto mais interessante do jogo.

Os combates não variam muito das últimas edições. O nível de dificuldade continua acessível a todo o tipo de jogador, não sendo necessário grandes estratégias para a vitória final. Os bosses dão mais trabalho, mas nada que muita persistência não leve de vencida. É possível efectuar vários combos, mas atenção ao momento em que os adversários estão no ar, momento ideal para desferir ataques, bem mais fáceis de concretizar.

A grande desilusão de “Tekken 6” está na qualidade gráfica. Quando seria de esperar uma evolução significativa, eis que surge o contrário. Se as personagens apresentam níveis de detalhe interessantes, já os cenários são muito pobres. A ideia de combater entre ovelhas, por exemplo, é um pouco estranha e o cenário resulta num fracasso, pois a qualidade gráfica das texturas merece uma significativa evolução. Por outro lado, o exagerado tempo de carregamento do jogo já não faz sentido em consolas desta geração e desespera quem tem que gravar ou modificar algo no jogo.

Em suma, esperava-se um pouco mais de “Tekken 6”. Até porque a saudável rivalidade com “Virtua Fighter 5” poderia ter ajudado neste campo. Contudo, o jogo mantém a característica que o tornou popular, a jogabilidade, para além de muitas personagens e uma história interessante. Quanto ao aspecto gráfico, necessita de ser melhorado rapidamente para uma futura sétima edição.
