Uncharted 2: Among Thieves – O melhor do ano

Falta pouco mais de um mês e meio para o término de 2009. Mas, pode afirmar-se sem dúvida alguma, “Uncharted 2: Among Thieves” é o título maior deste ano, sem desprimor para os restantes jogos. Já quando Nathan Drake, o herói desta série, surgiu pela primeira vez em “Uncharted: Drake’s Fortune”, os elogios ao trabalho da Naughty Dog, a produtora do jogo, tinham sido vários. A segunda aventura da série vem apenas confirmar que estamos perante uma personagem que vai ficar para a história dos videojogos.

Tudo o que o primeiro jogo da série tinha de bom, está também aqui presente, mas ainda melhor e com outras alterações de qualidade. Comecemos pela história. Nathan Drake, para quem não conhece a personagem, é uma espécie de Indiana Jones mais novo. Desta vez, o alvo da sua demanda é Shangri-La, uma mítica cidade que esconde grandes riquezas. Nathan irá seguir as pistas que levaram Marco Polo atrás deste mesmo tesouro, passando por inúmeros cenários, como selvas, cidades ou as montanhas geladas do Nepal. Vai encontrar muita traição, aventura e acção. É aqui que começa o fascínio deste jogo. Uma narrativa bem construída, ao nível de um argumento cinematográfico, com diálogos deliciosos, cut-scenes de grande qualidade que inserem o jogador na acção. Enfim, parece uma grande produção de Hollywood, mas em formato de jogo.

Outro dos grandes trunfos de “Uncharted 2: Among Thieves” é a jogabilidade. Entre combates com adversários, seja corpo-a-corpo ou com recurso a armas, e resolução de enigmas e ataques furtivos, existe de tudo um pouco e bem doseado. O que mais impressiona é o ritmo da acção e as surpresas que nos revelam. É difícil ter um momento morto para pensar duas vezes, logo as decisões têm que ser tomadas em segundos, pois não há tempo a perder. Ao avançar na acção, nunca se sabe o que vai suceder ou surgir para lá de uma porta ou esquina. O jogador pode esperar tudo. É este elemento de surpresa e suspense que agarra o jogador. Se a opção recair em recolher todos os itens espalhados pelos cenários e explorar estes ao máximo, temos aventura até perto das 20 horas, podendo diminuir para cerca de 15 se a opção recair por uma acção mais linear e com menos exploração.

A evolução gráfica, em relação ao título original, é também notória, apesar do primeiro jogo já ter apresentado gráficos que foram bastante elogiados. As personagens estão detalhadas até ao mais ínfimo pormenor. Nathan sofre um pouco de tudo nesta acção, com destaque para as imagens iniciais, onde surge ferido depois de um espectacular acidente de comboio, uma cena que vai ficar na história dos videojogos. Depois, o carisma, a humanidade, até mesmo a sensibilidade perante outros personagens, fazem de Nathan uma personagem única. Terá ainda à perna duas belas mulheres, Elena, que regressa da primeira aventura, e a bela morena, Chloe Frazer, que vai ser uma preciosa ajudante de Nathan. Os cenários são outra maravilha deste jogo. A luz, a cor, os detalhes, tudo está desenhado na perfeição. As animações são assombrosas, com particular destaque para as personagens principais, autênticos seres humanos desenhados. Até as mudanças de câmara deixam a sensação de estar a interagir com um filme e não a desfrutar de um videojogo. Até a banda sonora nos faz lembrar um épico do cinema.

A grande novidade deste segundo jogo está na inclusão de um modo on-line. E aqui, “Uncharted 2: Among Thieves” torna-se no jogo que nunca sairá da nossa consola. No modo competitivo, existem modos para todos os gostos, como são o caso de “combate mortal”, “eliminação”, “saquear” e “reacção em cadeia”. Este último foi responsável por várias horas de sono perdido, onde a interacção com uma equipa, permite ir ultrapassando os obstáculos, ganhar dinheiro e comprar novos itens. Existe um sistema de ranking que serve para desbloquear os vários itens, à medida que se vai subindo no ranking. Existe ainda o modo cooperativo, onde o jogo de equipa é fundamental, e a arena cooperativa, onde surgem inimigos aos magotes e, em equipa, procura-se eliminá-los antes que nos eliminem a nós.

Destaque ainda para a interacção com o Twiter, que mostra a evolução do jogador na acção e quando está on-line. “Uncharted 2: Among Thieves” pela história, humor, jogabilidade, qualidade gráfica e modos on-line é o melhor jogo de 2009 e vai fazer perder muitas horas de jogo aos verdadeiros fãs de jogos de aventura e acção.

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