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Na pele de Deus Setembro 30, 2008

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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A imaginação é algo que nunca deve faltar a um produtor de jogos lúdicos. Enquanto alguns optam por mais do mesmo, com receitas já batidas no mercado, outros optam por colocar a massa cinzenta em ebulição e mostrarem que ainda é possível inovar neste mercado em franca expansão. É o caso de Will Wright, o criador da série de maior sucesso nos vídeojogos, os populares Sims, que volta agora a mostrar todo o seu génio com “Spore”.

As expectativas eram enormes e tinham razão de ser. Começou com o lançamento de um editor de personagens, que serviu para abrir o apetite para o prato principal que agora se serve. “Spore” coloca o jogador no papel de Deus, ou seja, responsável pela criação de vida e evolução ao longo de eras. Não se pretende a representação fiel da evolução do Homem, mas antes a evolução de uma espécie ao longo de cinco estádios: celular, criatura, tribal, civilização e espacial. Começa então a aventura da vida, numa espécie de cinco jogos distintos, mas ligados entre si.

Na primeira fase, a escolha inicial é feita entre ter uma dieta carnívora e herbívora. Depois, é recolher alimentos e tentar fugir às espécies mais fortes que procuram a todo custo fazer da nossa personagem a refeição principal. A evolução para a segunda fase de vida, criatura, é rápida e sem grandes dificuldades. Agora, o jogo permite mais opções de partes do corpo para adicionar à personagem, criando verdadeiros monstros assustadores. Outras tarefas serão a captura de espécies mais, fracas a procura de parceiros para a procriação e a socialização com outras espécies. Destaque para o aparecimento dos primeiros combates, em jeito de RPG, com o rato a permitir movimentos simples e rápidos. Passemos à fase tribal e a uma nova situação. Existe aqui um cheirinho de estratégia em tempo real, pois o jogador terá de comandar uma tribo, atribuir tarefas e efectuar alianças ou combates com outras tribos na conquista de territórios. A evolução física terminou, mantendo-se apenas a preocupação com adornos visuais. No penúltimo estado de evolução, a civilização, o importante é o passado, ou seja, se a nossa tribo era diplomática ou bélica, será a forma que a nossa nação irá adoptar no futuro. Existe aqui algo de “Sim City”, com a construção de vários tipos de edifícios, e de “Civilizatiion”, em que o domínio pode ser atingido de forma religiosa, económica ou militar. Por fim, a exploração espacial. A última parte do jogo é a maior e a melhor. A exploração de um espaço que parece mesmo infinito permite guerras com alienígenas, evitar catástrofes ecológicas ou criar rotas comerciais galácticas, entre muitas outras coisas.

De forma muito reduzida, esta é a mecânica de “Spore”, que conta ainda com um sem número de adições e trocas de itens que podem ser feitas via on-line, naquele que é o melhor jogo do ano. Pelo menos, para nós.

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