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Fallout 3: O mundo ao contrário Outubro 28, 2008

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Se é susceptível a imagens de violência e muito sangue, “Fallout 3” não é o jogo para si. Se gosta de um bom RPG, uma grande história, muita acção e excelentes gráficos, então encontrou o jogo ideal. Já decorreram onze anos desde que surgiu o primeiro “Fallout”. Na época, já se notava a preocupação com uma eventual guerra atómica, derivada da Guerra Fria. Contudo, a história passava-se no século XXII, num ambiente devastado por uma guerra nuclear que não poupou ninguém. “Fallout 2” manteve-se na mesma bitola e “Fallout 3”, que estreia agora, continua a mostrar um mundo de pernas para o ar, com muita violência, radiação e mutantes.

 

Esta terceira parte tem a particularidade de ter sido produzida pela Bethesda, responsável pelo magnífico “The Elder Scrolls IV: Oblivion”, utilizando mesmo o motor de jogo deste último. À partida, é um excelente cartão de visita para “Fallout 3” e, de facto, a qualidade desta terceira sequela é visível em relação às antecessoras. Os produtores aproveitaram ainda para melhorar a visão na terceira pessoa, que tinha sido criticada em “Oblivion”.

Vamos à história. Tudo começa com o nascimento e uma morte. A nossa personagem vê a luz do dia pela primeira vez num hospital, mas ao mesmo tempo, morre a mãe. Entra-se numa primeira fase de personalização da personagem. Tal como a maioria das pessoas, a nossa personagem vive abrigada numa caverna e será aí que vai receber um livro, “You’re Special”, que irá permitir distribuir pontos por sete aptidões básicas: Agilidade, Carisma, Força, Inteligência, Percepção, Resistência e Sorte. Ao completar o décimo aniversário, o jogador recebe um novo presente, o Pip Boy, um mini-computador que se revela fundamental no desenrolar do resto do jogo. Será este pequeno aparelho que irá visualizar os mapas por onde terá de viajar, gerir os itens adquiridos, informações sobre as quests e muito mais. Por vezes, tanta informação deixa-nos um pouco à toa, mas ela é fundamental para o desenrolar da história. Tal como todas as nossas atitudes nas idades mais precoces. Serão elas que vão determinar a personalidade da nossa personagem e o relacionamento com as outras. Podem ser figuras altruístas ou apenas mais uma escumalha ao cimo da terra. Destaque ainda para um recurso que nos permite medir a radiação de objectos ou elementos naturais e de que forma a radiação nos pode afectar.

Passemos aos combates. Existem duas formas de os abordar. Os mais “duros” irão optar pela vertente FPS, em tempo real, oferecendo o peito às balas, mas sem ser um modo que ofereça algo de novo. Os mais “tácticos” vão preferir o V.A.T.S. (Vault-Tec Assisted Targeting System), sistema que permite parar a acção, escolher o alvo e a parte a atingir, e disparar. Para os mais “impressionáveis”, atenção às imagens mais chocantes, com sangue a jorrar por todo o lado.

A nível gráfico, as animações poderiam ser melhores, mas os cenários revelam um nível de detalhes acima da média. O som é excelente, principalmente quando se opta por escutar uma das rádios disponíveis, a Galaxy News, com músicas de qualidade. Em suma, um RPG de grande qualidade, quando mistura todos os géneros que o compõem, e que levará o jogador a perder muitos e bons dias de volta de “Fallout 3”.

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