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Mirror’s Edge: À beira do abismo Dezembro 16, 2008

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3, Vídeos.
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Os rumores sobre “Mirror’s Edge” deixavam antever que estamos perante um novo jogo de culto. Inerente a uma cultura urbana recente, o jogo explora o “parkour” que, na prática, é uma modalidade onde a ideia é correr e saltar, ultrapassando obstáculos, pela cidade ou campo, mas ao mesmo tempo, perigosa. Os dois últimos filmes de James Bond celebrizaram esta actividade e, desde então, muitos são os praticantes do “parkour”. Passar esta modalidade para um jogo de computador é uma boa ideia, se for bem explorada, algo que não aconteceu em “Mirror’s Edge”. Mas expliquemos as razões do insucesso.

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O jogo foi desenvolvido pela DICE, produtora da série “Battlefield”. Conta a história de Faith, uma “runner” que percorre os telhados de uma cidade futurista transportando mensagens secretas para a resistência. Sim, porque esta cidade é dominada por um poder totalitarista que já envolveu a irmã de Faith num crime misterioso. Partindo desta história, que não traz nada de novo, passemos à jogabilidade. A visão na primeira pessoa é bem explorada, com um ângulo de visão mais abrangente do que um FPS, a câmara permite ver de cima para baixo, o que ajuda no momento de transpor os obstáculos, e os controles são simplistas, bastando recorrer a três botões e ao analógico. Nada a obstar neste campo, bastante simples e de fácil adaptação. Faith raramente sai dos telhados dos prédios, utilizando ocasionalmente condutas, gruas ou mesmo helicópteros. Existem marcas vermelhas que nos indicam as partes do percurso a serem exploradas e, cuidado, não há cenários abertos e cada morte é voltar ao “checkpoint” anterior.

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O problema começa nos combates. Não se percebe muito bem o que a DICE pretende com esta parte do jogo. Para começar, Faith tem que desarmar os inimigos, mas nem sempre é possível fazê-lo, o que significa morte certa. Os combates corpo-a-corpo são também muito fraquinhos. O melhor será evitar qualquer tipo de combate e seguir em frente, pois estes nada acrescentam ao jogo.

Em termos gráficos, “Mirror’s Edge” marca pela inovação. Com traços semelhantes a uma banda desenhada, com poucas cores e cenários bem definidos, não proliferam os pormenores, mas esta opção da DICE combina bem com o espírito do jogo.

Quanto a modos de jogo, tirando o principal que se completa num ápice, apenas sobra um “time trial” e nada mais. Ficamos com a ideia que o jogo está inacabado e poderia dar muito mais ao jogador. Assim, não passa de uma aventura divertida que acaba num instante.

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