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Afro Samurai: Um estranho no Japão Fevereiro 10, 2009

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3, Vídeos.
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Quem se lembrar de um anúncio dos anos 80 referente a um produto para o cabelo, onde a cabeleira loura e a carapinha estavam nas pessoas erradas, vai encontrar algo de semelhante neste jogo. A questão que se coloca quando se enquadra com a história de “Afro Samurai” é: o que está a fazer Samuel L. Jackson, com uma carapinha que nunca mais acaba, no Japão feudal e com uma espada na mão, que mais parece um samurai? Não está a sonhar, pois a história é mesmo essa. “Afro Samurai” foi uma manga criada por Takashi Okasaki, mas que atingiu o seu ponto alto quando chegou aos EUA. Quando o actor Samuel L. Jackson (também participa no jogo) deu voz a este guerreiro que viajou de África para o Japão, a empatia foi imediata. A adaptação para videojogo era um passo natural e acabou por acontecer. Partindo de uma história que tinha tudo para brilhar, perspectiva de grandes combates e um aspecto visual de sonho seria de esperar deste jogo. Mas não foi o que aconteceu.

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Vamos à história. Afro vai até a um Japão feudal futurístico em busca de vingança pelo assassino do seu pai, Justice. Para o alcançar, terá de tornar-se num samurai exímio, dominar a arte da espada como ninguém e ser o mais respeitado numa terra estranha. Ao entrar no jogo, parece que estamos a entrar directamente numa banda desenhada. Faz lembrar um pouco o aspecto visual do filme “Sin City”. O trabalho efectuado pelos estúdios da Surge merece os mais rasgados elogios no aspecto visual. Utilizando o cel-shading, conseguem transformar o jogo numa banda desenhada com vida. As cenas de combate são fantásticas, com o sangue a surgir em todo o esplendor e há mesmo muito sangue a correr. Tudo isto contrastando com imagens em preto e branco. Pelos gráficos, ficamos logo agarrados ao jogo. Ou seja, história mais gráficos, igual a horas de divertimento. Nada mais errado.

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É na mecânica de jogo que “Afro Samurai” perde o interesse. Para começar a câmara. Completamente desenquadrada e muitas vezes, fora da acção. Os combates tornam-se complicados, pois os ângulos de visão são estranhos e parece que a imagem vai fugir a qualquer momento. O som também não ajuda nada. Faz lembrar as imagens na televisão em que vemos alguém falar, mas o som que chega está desajustado no tempo. O mesmo se passa, em algumas situações, quando efectuamos um golpe, mas o som só chega depois.

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Nos combates, apenas as situações em que é possível utilizar o Focus criam algum entusiasmo. Quando accionado, o Focus transforma a imagem em preto e branco e fica em câmara lenta. Nessa altura, Afro escolhe um alvo, para ser mais certeiro, e pode soltar a sua ira e desmembrar o inimigo, com sangue a jorrar a rodos. Existe ainda um Over-focus, no qual Afro não necessita de fazer mira e garante a morte do inimigo. No resto, é combate atrás de combate, combos a surgirem, e são mais de 120, e pouco mais. Apenas, quando surgem os lutadores mais dotados, os combates pedem movimentos diferentes. Caso contrário, é sempre o mesmo bater de botões.   

Tudo somado, “Afro Samurai” mais parece uma banda desenhada, onde se pode participar nos combates. Entusiasma pelas imagens, pelas mudanças de cenário e história, mas falta-lhe uma boa jogabilidade e um modo on-line para lhe dar longevidade.

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