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X-Blades: A rival de Lara Croft Março 18, 2009

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Existem temas e géneros nos videojogos que, por mais voltas que se dê, o resultado final parece sempre o mesmo. Os jogos de aventura na terceira pessoa podem ser assim categorizados. Um herói, muitos monstros, muitos itens para recolher e combates com fartura. É o que acontece com “X-Blades”, uma espécie de “Tomb Raider”, mas com uma protagonista mais… despida.

O jogo conta-nos a história de Ayumi, uma caçadora de relíquias (onde é que já vimos isto?) que se mete numa encrenca que não sabe como sair dela. Ayumi anda em busca de um valioso tesouro que, de alguma forma, tem uma ligação à sua vida. De cenário em cenário, as dificuldades vão aumentando até que a protagonista se vê metida no meio de uma batalha que pode levar ao apocalipse. Uma narrativa muito simplista, tal como o jogo, até porque o que interessa é dar às armas e aos poderes. A mecânica do jogo é também ela muito básica. Ayumi percorre diversos cenários e nestes há sempre uma espécie de arena, que fica sem porta de saída até a caçadora de tesouros derrotar todos os adversários que surgem. Entra em acção as suas duplas espadas com pistolas incorporadas e Ayumi mostra que tem outro tipo de “dotes”.

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Existe uma vertente de desenvolvimento da personagem. Não, se pensam que vamos ter uma grande vertente de RPG, enganam-se. Apenas podem adicionar habilidades à personagem, como alguns poderes, através de pontos recolhidos. Estes são accionados quando uma barra de energia está cheia. Contudo, cedo nos apercebemos que todos os recursos adquiridos têm pouca utilização prática. São os golpes mais usuais que vão fazer mais mossa nos inimigos, tornando os combates algo repetitivos. Um ponto positivo, é a personalização dos botões do comando, escolhendo os golpes preferidos para o botão ou botões desejados.

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O aspecto gráfico acaba por ser o mais interessante em “X-Blades”. Não há memória de uma personagem com trajes tão minimalistas. Caçar tesouros de fio dental é, no mínimo, uma ideia original. Será que a ideia é distrair o adversário? Não me parece, pois estes são tudo menos humanos e cada um mais feio que o outro. O público masculino agradece, mas é necessário muito mais que uma heroína pouco vestida para conferir sucesso a um jogo. Os cenários são excelentes, todos eles a fazerem lembrar cidades perdidas, com muitas ruínas, muita cor e um ambiente muito anime. As texturas podiam ser melhores, tal como os detalhes, mas ainda assim nota-se uma preocupação no aspecto visual do jogo.  

Pouco mais há a dizer sobre “X-Blades”. A longevidade do jogo, segundo os produtores poderá ir até 10 horas. Depende se o jogador escolhe um grau de dificuldade fácil ou difícil. Como não existe uma vertente on-line, não será um título muito utilizado nas consolas. Apesar do charme de Ayumi.

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