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Wanted: Weapons of Fate: Herói sem descanso Abril 8, 2009

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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O nome do jogo pode dizer pouco, mas se falarmos no filme “Wanted”, então todos recordam a extraordinária aventura vivida por Wesley Gibson, um autêntico zé-ninguém, que se transforma num herói, com poderes fantásticos. No filme, ele procura os assassinos do seu pai e vai descobrir que afinal o pai não morreu e que a pessoa que ele perseguia era afinal… o pai. Confuso? Sim, mas ainda pode ficar mais quando souber que o homem para quem Wesley trabalhava, Sloan, era o homem que mandou matar o seu pai. Fugindo um pouco ao padrão de estreia do filme significa estreia do jogo, “Wanted: Weapons of Fate” surge uns meses mais tarde do que o filme e com uma história diferente.

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Wesley Gibson continua a ser o herói, mas a narrativa começa onde acaba a história do filme. Wesley é, de novo, procurado por uma facção francesa da Fraternidade, que procura eliminá-lo. Determinado em descobrir quem quer por fim à sua vida, parte para França em busca dos assassinos. Pelo meio, é recordada a história do pai de Wesley que vai ter influência no desenrolar do jogo e no destino do herói. Uma narrativa bem conseguida e que agarra o jogador até ao fim.

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A excelência colocada na forma de contar os factos da vida de Wesley, não tem correspondência na mecânica de jogo. Estamos perante um simples jogo de tiro na terceira pessoa, com alguns elementos a fazer lembrar “Gears of War”. Mas, atenção, só faz recordar esse grande jogo. Contudo, tem pontos interessantes que vale a pena salientar. O ritmo é frenético, com acção constante e a possibilidade de escolher coberturas para fugir às balas inimigas. O mais interessante nos tiroteios é mesmo a capacidade que os homens que pertenciam à Fraternidade tinham para disparar uma arma, em que as balas descreviam um arco, evitando objectos e acertando no alvo. Basta colocar a mira num alvo, utilizar o analógico para descrever o arco e disparar. Ou seja, não há esconderijo que proteja das balas de Wesley. Existem cenas em câmara lenta para controlar a mira num tempo limite e muitos locais de protecção. Falta variar um pouco os ingredientes do jogo, pois resume-se a tiroteios e correria, chegando o fim da história muito rapidamente.

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A nível gráfico, as personagens estão detalhadas até ao ínfimo pormenor, garantindo uma semelhança com o filme muito boa. Os cenários poderiam ter acompanhado o design das personagens, mas não oferecem nada de novo. Ainda assim, estamos perante locais com dimensões consideráveis que proporcionam bons momentos de acção. A banda sonora cumpre a sua função de deixar o jogador com a sensação que está em permanente perigo, criando um suspense agradável.

Falta claramente um modo multiplayer para dar longevidade ao jogo. Mas tendo em conta as adaptações de jogos a partir de filmes, onde o resultado final é sempre duvidoso, “Wanted: Weapons of Fate” está um pouco acima da média e torna-se num bom jogo de acção se tirarmos partido das suas particularidades, principalmente dos tiros que descrevem trajectórias ao nosso gosto.

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