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Prototype: Máquina de guerra Junho 22, 2009

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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O novo rumo que os vídeojgos começam a tomar estão a proporcionar títulos com qualidade acima da média e, aqui e ali, com novidades interessantes ao nível da jogabilidade. Aproveitando uma receita já com algum tempo e celebrizada pelo mítico GTA, muitas são as produtoras que estão a optar por cenários de grandes proporções e abertos à exploração, sem obrigar o jogador a cingir-se a determinado espaço. Como resultado, o jogo ganha longevidade, a acção é menos monótona e rectilínea e os motivos de interesse crescem abruptamente. Os dois mais recentes títulos com estas características são “InFamous” e “Prototype”, com histórias com pontos semelhantes e algumas características idênticas no “gameplay” de ambos. Ao mesmo tempo, são dois excelentes jogos, o que só vem dar razão às produtoras que estão a produzir jogos baseados em “open space”.

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Quanto a “Prototype” fala-nos de Alex Mercer, nome que, certamente, vai ser muito falado nos próximos tempos. Este antigo cientista de uma empresa de engenharia biológica, a Gentek, foi apanhado no meio de uma conspiração. A cidade de Nova Iorque foi tomada por um vírus que se está a propagar a grande velocidade. As autoridades decidem fechar a cidade e é então que começa a saga de Mercer. O herói que o jogador irá controlar acorda numa morgue, sem recordações do passado, a não ser uma, a sua irmã Dana Mercer. Ao mesmo tempo, Alex descobre que também foi infectado pelo vírus, dispondo agora de poderes sobrenaturais, como uma força desmesurada e um braço que destroça tudo quanto apanha à frente. Este é o ponto de partida do jogo e de uma personagem que se vai transformar num autêntico predador para aqueles que lhe tramaram a vida.

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Jogado na terceira pessoa, a visão que temos de Alex e a forma como o controlamos é deliciosa e espantosa. Guiado pela irmã, a única que lhe dá informações sobre o seu passado, Alex desloca-se livremente por Nova Iorque em busca dos culpados pela sua situação. Pelo caminho, irá encontrar diversas criaturas infectadas pelo vírus que vão dificultar-lhe o caminho. Surgem então os combates, muitos deles sem grande história, tal as soluções poderosas que Alex tem para derrotar os inimigos. A principal é o seu braço, que se transforma numa arma cortante, desmembrando que se atravessa no seu caminho. Alex dispõe ainda de uma mão que se transforma em martelo, um escudo de protecção e a habilidade de assumir a aparência de outras criaturas. Ao mesmo tempo, pode devorar os seus inimigos e, ao apoderar-se da memória deles, começa a juntar peças para chegar à solução final do seu mistério. O seu modo de locomoção faz lembrar um pouco o herói da Marvel, Hulk, saltando e correndo de forma pesada, mas mantendo uma agilidade considerável. Com o comando da PS3 nas mãos, todos estes movimentos são feitos de forma quase intuitiva, transformando a jogabilidade de “Prototype” na sua maior arma contra a concorrência. Quase imortal, Alex regenera-se quando á atingindo por adversários, mas ao devorá-los os níveis de energia sobem mais rapidamente.

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O desenrolar da história não é linear e todas as acções de Mercer irão afectar o enredo final. Tal como o cenário aberto de grandes dimensões, também a história sofre várias reviravoltas, numa autêntica conspiração, onde Alex terá de descobrir quem realmente está do seu lado, quem o vai ajudar a descobrir quem está por detrás de toda esta conspiração e descobrir uma evolução na própria personalidade do protagonista. Com isto, temos mais de 20 horas de jogo, valor muito acima de “InFamous”.

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O aspecto gráfico é outra das componentes que fazem de “Prototype” um jogo fantástico. Sangue e mais sangue é o que se pode esperar nas cenas de combate, cenários com detalhes de grande qualidade e destrutíveis, um Alex Mercer desenhado para ser ma figura mítica dos videojogos e um motor gráfico de grande pujança. A banda sonora acompanha o ritmo frenético do jogo, com o som das explosões e dos combates a criarem um ambiente fantástico durante a acção.

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Sem dúvida, “Prototype” merece figurar entre os melhores do ano e Alex Marcer fica a pedir uma continuação da saga para outras oportunidades.

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