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Call of Juarez: Bound in Blood – Duelos ao pôr-do-sol Agosto 7, 2009

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Em 2006, “Call of Juarez” passou relativamente despercebido quando chegou ao PC e à Xbox 360. A grande novidade do jogo era ser um First Person Shooter ambientado no velho Oeste americano, com uma história interessante, baseada na vida dos irmãos pistoleiros McCall. Apesar de tudo, o jogo mereceu algumas críticas positivas e ficou a sensação que teria uma continuação, pois a história dos dois irmãos ainda não estava totalmente desvendada.

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Passados três anos, a Techland, produtora do jogo, volta atrás no tempo e resolve mostrar as origens dos McCall, num ambiente de constantes tiroteios e onde não falta uma passagem pela Guerra Civil americana. O narrador é William McCall, irmão do duo pistoleiro. É ele que vai ao baú das recordações mostrar como Ray e Thomas desertaram do exército confederado, em plena Guerra Civil. A partir desse momento, passam a ser perseguidos pelos militares, mas como não são meninos de coro, ainda têm à perna os índios Apache, xerifes e mesmo alguns fora-da-lei que querem ajustar contas. Indiferentes a estas perseguições, Ray e Thomas andam em busca de um tesouro Azteca que os pode ajudar a recuperar a fazenda da família, o grande objectivo dos irmãos. Contudo, nada será fácil para os dois irmãos, pois um conjunto de traição e intrigas à mistura com os vários duelos que se vão sucedendo, vão dificultar ao máximo a vida dos McCall.

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Quem se lembrar do jogo inicial, vai recordar-se de Ray McCall. Será um dos personagens controláveis, sendo Thomas McCall a outra opção. A escolha deverá ser feita em função da personalidade que o jogador mais aprecia. Ray é uma autêntica força bruta e resolve todos os conflitos à base da pólvora, que é como quem diz, ao tiro. Por outro lado, Thomas é mais discreto, prefere a estratégia ao invés da força e as armas predilectas são as facas e setas. A mecânica do jogo passa pelo controlo de uma destas personagens, seguindo a complexa, mas interessante, narrativa que se vai desenrolando. A história é linear, sendo os tiroteios o principal motor de avanço no jogo. Pelo meio, existe momentos de transição na história e duelos, que funcionam como mini-missões no meio da missão principal. O arsenal à disposição dos dois pistoleiros é enorme, com armas da época, onde o bom e velho revólver e a certeira “rifle” transportam-nos para o papel de um verdadeiro “cowboy”. Como a era das armas automáticas ainda não tinha começado, o ritmo dos tiroteios é mais lento do que num habitual FPS. A arma é constantemente recarregada e as munições são poucas. Quando a situação está mais apertada, eis que surge um movimento de câmara lenta, que ajuda a despachar uns quantos inimigos que têm os irmãos McCall como alvo principal: Thomas pode matar os inimigos um a um, enquanto Ray selecciona o sítio onde quer estar para eliminar os adversários.

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Onde certamente se vai perder muito tempo é no modo multiplayer. O jogador pode escolher entre cinco modos diferentes, com sete mapas à escolha. Podem juntar-se até 12 jogadores, que serão classificados inicialmente em cinco categorias diferentes, mas que podem ir até 13. O grande destaque vai para o modo que recria famosos duelos no Oeste, o Wild West Legends. Aqui, duas facções de seis jogadores, os defensores da lei e os fora-da-lei, combatem entre si. Uma equipa procura cumprir uma ou várias missões, enquanto a outra procura impedi-los de as concretizar. Existe uma espécie de desforra, pois o modo é jogado a duas mãos.

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A nível visual, “Call of Juarez: Bound in Blood” tem pormenores fantásticos e outros menos bons. Os cenários são extraordinários e variados. È possível vaguear por desertos, florestas, cidades do “farwest”, ruínas Aztecas, enfim uma variedade de locais, bem desenhados e com uma iluminação de excelência. Também as personagens são dignas de elogios, com muitos e bons detalhes. Contudo, algumas texturas e animações poderiam estar ao nível dos cenários, o que não acontece. Mas, no cômputo geral, nota positiva para o aspecto visual. Tal como positiva é a nota para a banda sonora, com destaque para o som dos tiros, das explosões e, claro, dos sinos que marcam o início dos duelos.

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Concluindo, “Call of Juarez: Bound in Blood” é uma agradável surpresa no extenso rol de FPSs que existem no mercado, que se distingue pela história, ambiente, boas personagens e um modo multiplayer interessante.

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