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Call of Duty: Modern Warfare 2 – Guerra ao terrorismo Dezembro 4, 2009

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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A chegada de “Call of Duty 4: Modern Warfare” teve reacções distintas. Por um lado, a série “Call of Duty” deixava, pela primeira vez, os palcos da II Guerra Mundial e entrava nos modernos combates de guerrilha, operações especiais e captura de terroristas, numa mudança que se saudava. Contudo, os mais puristas da série estavam de pé atrás com esta mudança de época e armas. Quando o jogo finalmente chegou aos fãs, ficou apenas uma ideia generalizada, o jogo era dos melhores FPS alguma vez produzidos, com mais de dez milhões de cópias vendidas. O regresso à II Guerra Mundial em “Call of Duty: World at War” mostrou que os tempos áureos desta grande guerra já passaram e que os cenários actuais são o que os amantes dos FPS querem ver, como são o caso do Afeganistão, Médio Oriente ou América Latina.

 

“Call of Duty: Modern Warfare 2” traz de volta toda a acção do primeiro título, mas para melhor. Pode dizer-se que esta nova sequela divide-se em três partes, infelizmente nem todas com a mesma qualidade. No modo campanha, a Infinity Ward, produtora do jogo, mostra que contar histórias não é o seu forte. O jogador pode assumir o papel de quatro diferentes personagens, o sargento Gary Roach Sanderson, Soap MacTavish, Ghost e Joseph Allen, que pertencem à Task Force 141. Consoante as missões, o jogador assume o papel de uma destas personagens, mas nota-se que falta um fio condutor entre todas elas. No geral, Makarov, um tirano russo, domina agora o seu país e, como se não bastasse, resolve invadir os EUA. A missão do jogador é assistir aos acontecimentos anteriores à invasão e participar na defesa do país quando este é atacado, para além, claro está, de tentar eliminar Makarov.

O grande interesse no modo campanha está na acção e intensidade das missões. Se a opção recair pela forma “meia bala e força”, pouco mais de 5 horas são suficientes para completar este modo. Mas, se a opção recair num estudo mais aprofundado dos espectaculares cenários, então pode perder mais algumas horas. Destaque essencialmente para duas missões, Rio de Janeiro e a Invasão dos EUA. A primeira assombrosa pelo destaque da favela onde decorre a acção, com elementos de uma milícia a surgirem de todos os cantos, tectos, portas e estreitas ruas, com diálogos em português em fundo e o Cristo Redentor a assistir a toda esta violência. A invasão junto à capital Washington DC, é assombrosa pelo número de forças envolvidas, num tiroteio frenético, sem espaço para respirar. Quanto à já famosa missão num aeroporto, onde o jogador assume o papel de um elemento integrante da equipa de Makarov, para ganhar a confiança do mesmo (algo que acaba mal…), era desnecessária. A barbárie aqui mostrada podia ter sido evitada, apesar dos avisos antes do jogador entrar na acção.

A segunda parte é uma novidade. Special Ops introduz o jogador num novo modo, com várias missões, onde o objectivo é completá-las em contra-relógio, pois só assim consegue desbloquear as missões seguintes. Para tal, pode ter a ajuda de outro jogador, num modo cooperativo muito interessante, em jogo local ou via on-line. Se for daqueles jogadores que gosta de fazer tudo sozinho, também é possível escolher essa opção.

Para o fim, fica o melhor. O modo multiplayer é quase um jogo único em “Call of Duty: Modern Warfare 2”. Está ainda melhor que no jogo original, sendo onde se nota melhor a evolução do motor de jogo. Existe um modo on-line, LAN, ecrã dividido e privado. De todos, o on-line é, por si só, um jogo único, com sistema de pontuações, rankings, ganho de experiência para desbloquear outros modos, entre muito mais. Existem 16 mapas diferentes, com gráficos assombrosos, que podem comportar até 18 jogadores em simultâneo e quase com ausência total de lag nas ligações.

A avaliação final do aspecto gráfico é quase desnecessária. Com evoluções no motor de jogo assinaláveis, os cenários são fantásticos, com particular destaque para o Rio de Janeiro, as animações muito boas e os detalhes das personagens assustadoramente realistas. O arsenal é mais que muito, com pistolas, metralhadoras, espingardas ou lança missais à escolha, enquanto é possível conduzir motas de neve, numa fuga emocionante por uma montanha abaixo. A banda sonora, com o dedo de Hans Zimmer, responsável por algumas obras de arte no cinema, acompanha toda esta envolvente na perfeição.

“Call of Duty: Modern Warfare 2” é, sem dúvida, um dos melhores FPS alguma vez produzidos e deve ser o caminho a seguir no futuro. Acção electrizante, palcos actuais, teorias da conspiração e um realismo que faça o jogador ter a sensação que está mesmo dentro de uma acção que é passível de acontecer em qualquer canto do mundo.

 

 

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