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Left 4 Dead 2 – O regresso dos zombies Dezembro 24, 2009

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Neste final de ano de 2009, os melhores jogos atropelam-se, tal a quantidade e qualidade, para gáudio dos jogadores. O cliente que se segue, “Left 4 Dead 2”, teve no original um dos melhores títulos de 2008. Quando a Valve, produtora do jogo, anunciou uma sequela, o mínimo que se pedia era manter a qualidade e os atributos que fizeram do primeiro jogo, um dos grandes divertimentos dos videojogos no ano transacto. Felizmente, a Valve seguiu a mesma receita e acrescentou-lhe mais alguns deliciosos ingredientes e “Left 4 Dead 2” volta a ser candidato a um dos melhores jogos do ano.

Para os menos conhecedores desta série, tudo gira em torno de zombies e outras criaturas assombrosas que vagueiam pelos EUA. O mais interessante é o papel que o jogador vai desempenhar. Não há cá forças especiais, soldados treinados, nem exércitos fortemente armados. Existem quatro personagens à escolha com profissões pouco vocacionadas para a caça aos zombies, como é o caso de Rochelle, produtora de televisão, Ellis, mecânico, Coach, como o nome indica é treinador de futebol americano, e Nick, que o mais próximo que tem de profissão é ser vigarista. O jogador irá escolher uma destas personagens, enquanto as outras três ficam a cargo do computador. Depois, sempre em acção cooperativa, inicia-se um FPS cheio de movimentação e que vale pela diferenciação dos habituais palcos de guerra tradicional.

O modo campanha é composto por cinco momentos distintos. Cada um deles é apresentado como se fosse um filme, que, por sua vez, é dividido em cinco partes diferentes. A parte final de cada filme é uma verdadeira matança de zombies e outras criaturas. Eles surgem às paletes, de todos os lados e o botão esquerdo do rato não tem descanso. É disparar enquanto há munições. Ao mesmo tempo, surgem adversários mais complicados, com poderes mais específicos e temíveis, que dificultam a tarefa dos nossos heróis acidentais. Mais uma vez, convém lembrar que este é um jogo de equipa e não para heróis com grande ego. Se o jogador ajudar os companheiros desta demanda contra os zombies, eles também o irão ajudar. São eles que podem ressuscitar a nossa personagem quando tudo já parece perdido. Por outro lado, ajudam em algumas pequenas missões, onde é necessária mais estratégia e menos força bruta. Já os zombies e seus “partneires” têm diversas formas de eliminar a nossa personagem, estando no seu menu estrangulamentos, explosões ou um simples tiro.

Outra boa diferença deste FPS está nas armas disponíveis. Em vez de armas presentes em exércitos verdadeiros, temos um arsenal pouco convencional, para não dizer pior. Desde frigideiras até tacos de basebol, tudo serve para arrear nos zombies. Naturalmente, também estão disponíveis as habituais pistolas, espingardas e metralhadoras, mas, por vezes, uma frigideira pode dar muito jeito numa situação mais furtiva.

O melhor de “Left 4 Dead 2” continua a ser o modo multiplayer. É aqui que o jogo atinge todo o seu esplendor, com diversos modos que dão panos para mangas. Primeiro, as novidades. O modo “realismo” coloca o jogador num cenário hipoteticamente real. Se esta invasão de zombies acontecesse, como seria? Mais difíceis de matar, em maior número e com menos ajuda dos nossos companheiros de matança, é a resposta à questão. O outro modo novo, “busca”, é um desafio á paciência. Quatro jogadores sãos buscam uns recipientes com combustível para um gerador, enquanto quatro jogadores infectados tentam destruir os recipientes. Estes estão mais bem escondidos que um tesouro de piratas e, para ajudar à festa, existe um tempo limite para os encontrar. Depois existem os restantes modos, que já estavam presentes no primeiro jogo, como o “sobrevivência”, “campanha online” e o “versus”.

Outro ponto positivo é o aspecto gráfico. Notam-se melhorias em relação ao título anterior, com cenários ainda maiores e mais bem detalhados. As personagens têm animações convincentes, enquanto o motor de jogo mostra saúde nas habituais pazadas de zombies que surgem no ecrã. A ajudar, está uma banda sonora que nos faz arrepiar a espinha, como seria de esperar neste tipo de jogo. “Left 4 Dead 2” é mesmo um dos melhores FPS’s do ano para PC, pela sua jogabilidade inovadora, uma história razoável e um poderoso modo multiplayer, dos melhores que existem neste género de jogos.

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