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The Saboteur – A arte de sabotar Dezembro 29, 2009

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Os cenários da II Guerra Mundial continuam a deslumbrar os produtores de videojogos. Volta não volta, eis um título que tem como pano de fundo os nazis a moerem o juízo dos aliados. Em “The Saboteur”, volta esta dicotomia, mas com algumas inovações interessantes. Em primeiro lugar, estamos perante um jogo de acção e aventura passado na terceira pessoa, deixando de lado os tradicionais First Person Shooter. Isto significa que, para além da destreza física, é necessária destreza mental para ter sucesso nas missões que se avizinham. Em segundo lugar, a história, que podia muito bem ser um argumento de um qualquer filme de época.

O jogador vai vestir o papel de Sean Devlin, um irlandês de mau feitio, mulherengo e que pouco ou nada sabe do movimento nazi que pretende dominar o mundo. Sean é piloto de carros de corrida, mas numa prova disputada com o seu grande adversário, o alemão Kurt Dierker, este acaba por ganhar de forma pouco ortodoxa. Sean e o amigo Jules juram vingança, mas Jules acaba por ser morto em circunstâncias misteriosas, em Paris. Sean consegue fugir, mas começa a ganhar a noção do que é o movimento nazi. É aqui que o jogador entra na acção. Sean surge num cabaré, o Belle, cheio de jovens atraentes que fazem as delícias dos oficiais nazis, e acaba por ser recrutado pela Resistência francesa, que já o vinha observando há algum tempo. Passa a ter Luc, um elemento da Resistência, como companheiro de algumas missões, algumas delas bem complicadas.

Tal como já foi referido, a narrativa dava um filme, sendo talvez o melhor elemento do jogo, pois envolve o jogador desde o início e mostra o desenvolvimento da personagem ao longo da acção. A mecânica do jogo passa por completar diversas missões, sempre com o objectivo de sabotar as intenções dos alemães. Estas missões são variadas e podem exigir combates corpo-a-corpo, sniper, guerrilha, demolições, entre outras. Existem inúmeras opções de fazer crescer o dinheiro para efectuar upgrades ou simplesmente efectuar algumas acções que promovem melhoramentos directamente. Num estilo mais arruaceiro, Sean não pode perder a oportunidade de alvejar oficiais alemães, destruir torres ou holofotes ou mesmo os altifalantes que vomitam a verborreia nazi. Por outro lado, Sean pode ainda roubar material de contrabando dos nazis que lhe irá permitir melhorar o seu arsenal ou ganhar novas habilidades. 

Uma das vertentes inovadoras e muito bem trabalhada no jogo são as corridas. Aproveitando o passado de Sean, algumas missões passam por corridas, sendo possível melhorar os carros que tem na garagem, além de poder renovar o stock, roubando carros aos nazis, com uma indicação precisa no cenário do local onde se encontram. Apesar de Sean não ser o rei da subtileza, tal o seu feitio irascível, durante o jogo terá de mudar o seu comportamento. Existe um indicador que mostra o quanto as forças nazis desconfiam das acções de Sean quando está junto delas. Se o indicador andar no amarelo, o melhor é parar o que estava a fazer, como por exemplo andar com uma arma visível ou condução mais agressiva. Se o indicador passar a vermelho, está tudo estragado, pois os nazis dão o alarme e vão perseguir Sean sem piedade. Este terá que fugi para além do raio vermelho que delimita o perímetro onde os nazis o vão perseguir ou chegar a um dos esconderijos da Resistência espalhados pelos cenários. Ou seja, passar despercebido é o melhor ao longo do jogo e a melhor arma de Sean.

O aspecto gráfico é também uma boa surpresa. Paris está bem detalhada, o mapa é gigantesco, existe liberdade de movimentos e há muito para fazer, seja nas missões, seja simplesmente em actos livres para fazer upgrades. A cor é um elemento fundamental neste jogo, pois quando ela não existe significa que os nazis dominam aquele local, mas se a Resistência estiver presente em peso, o cenário ganha cor e existem menos tropas inimigas. O som poderia estar bem melhor, tal como os diálogos que não ajudam muito a boa narrativa por detrás do jogo.

“The Saboteur” foi o último jogo produzido pela extinta Pandemic, mas acaba por ser uma agradável surpresa, com uma mecânica de jogo interessante, boa história e cenários que, apesar de não serem o melhor que há nesta indústria, são enormes e com muita para fazer.

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