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James Cameron’s Avatar: The Game – Fraco avatar Janeiro 6, 2010

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Uma vez mais, as expectativas cumpriram-se Sempre que um “blockbuster” é adaptado a videojogo, o resultado final é quase sempre negativo. Na ânsia de acompanhar a estreia do filme, os produtores dos jogos têm um tempo limitado para produzir as suas obras de arte 2, no final, acabam por ser tudo menos isso, obras de arte. Foi o que aconteceu com “James Cameron’s Avatar: The Game”, onde se nota claramente que tudo foi feito à pressa, algo que não é possível de fazer nesta indústria se o pretendido for um produto final de qualidade.

A história é semelhante ao filme de James Cameron. O jogador pode escolher uma personagem masculina ou feminina e avançar para o planeta Pandora, no papel de um elemento do exército RDA. Aqui vai encontrar os Na’vi, uma raça que tem uma sociedade diferente dos costumes humanos, o que vai gerar conflitos e ser o cerne de toda a acção. A parafernália tecnológica dos humanos é tal, que existe um programa denominado “Avatar”, que permite que a nossa personagem se transforme num Na’vi. Mas, como essa transformação é apenas no exterior, o interior irá continuar diferente dos costumes dos Na’vi e as situações de conflito começam a surgir. Mais cedo ou mais tarde, o jogador terá de despir uma das personagens e optar por defender o exército RDA ou combater ao lado dos Na’vi.

O problema de “James Cameron’s Avatar: The Game” não está na história, mas no resto. O primeiro contacto com a jogabilidade deixa uma ligeira impressão que não há nada de inovador, como acontece no filme. A forma de movimentação das personagens e a câmara de jogo em nada ajudam a acção, com movimentos pouco usuais para o tempo actuais. Os produtores do jogo preocuparam-se acima de tudo na exploração do cenário. O jogador procura no mapa as missões que tem a realizar e desloca-se até ao local para as cumprir. Estas passam por um pouco de tudo, desde combates com forças inimigas, recuperar reféns, ou explorar elementos do planeta Pandora, entre outras. Para tornar a acção mais movimentada, o jogador depara-se com inúmeras criaturas durante os percursos para os pontos de missão, algumas dão luta, outras nem por isso. Existe ainda uma componente de pontos, que premeia o cumprimento das missões.

Uma das componentes que poderia ser mais interessante no jogo, os combates, pecam por alguns defeitos. Os habituais locais de protecção não existem, o que significa uma correria louca para fugir às armas adversárias. Para ajudar, basta o jogador ser atingido duas ou três vezes para ver a “saúde” ir embora. Por fim, a ajuda dos restantes companheiros virtuais de equipa é, por vezes, hilariante, pois disparam para todo o lado menos para os adversários. Para atenuar estes defeitos, a ideia de produzir poções que restauram a “saúde”, com as plantas recolhidas no planeta, está bem elaborada. Assim como o arsenal disponível, com armas para todos os gostos para quem escolhe o exército RDA e arcos, flechas e outras armas mais antigas na posse dos Na’vi. Pode parecer desequilibrado, mas a força que os Na’vi possuem ajuda a equilibrar a balança. Pelo caminho, há barcos e a viaturas que podem ser utilizadas, mas nada que chegue a ser tão entusiasmante como acontece em “Call of Duty: Modern Warfare 2”, onde esta vertente atinge o clímax total.

Onde o jogo não desilude é no aspecto gráfico. Os cenários estão fantásticos, com muita cor e luz, boas animações e personagens com muitos detalhes. As próprias criaturas que deambulam pelas selvas de Pandora assustam pelo aspecto e ajudam a dar um certo ar de thriller quando é necessário explorar os locais por onde andam. A banda sonora ajuda ao ambiente do jogo, mas os diálogos são fraquinhos e repetitivos.

Em suma, “James Cameron’s Avatar: The Game” é um produto que serve de “merchadising” ao filme e que pode apenas ter sucesso se for na enxurrada de êxito que a película de James Cameron tem mostrado em cinemas de todo o mundo. Caso contrário, não passa de mais um título entre milhares no mundo dos videojogos. Ou seja, acaba por ser um fraco avatar do filme.

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