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Bayonetta – Que bela bruxa! Janeiro 25, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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O primeiro contacto com este jogo leva-nos ao passado, mais concretamente até “Devil May Cry”. Não é simples coincidência, pois o criador deste mítico jogo, Hideki Kamiya, é o mesmo de “Bayonetta”. Logo, as semelhanças são visíveis, mas para gáudio dos jogadores o título em análise está uns furos acima da saga “Devil May Cry”. Principalmente, no aspecto gráfico, um deslumbre de cor e luz aos olhos de quem aprecia os produtos desta indústria.

Só os grandes mestres japoneses dos videojogos têm imaginação para criar belas mulheres nos videojogos. Quem não se lembra da saga “Dead or Alive”? A bela personagem Bayonetta segue os mesmos traços, mas apresenta outros atributos, pois além da beleza, tem na magia e da destreza no manuseamento de armas duas características fortes. A história mostra mais uma versão da dicotomia entre o Bem e o Mal. Bayoneta é a única sobrevivente de um clã de bruxas, “Umbra Witches”, simpatizantes do inferno, depois de uma querela com as “Lumen Sages”, um clã com simpatia pelo paraíso. Ferida na alma, Bayonetta parte para um combate, onde procura assegurar a sobrevivência do seu clã, enfrentando monstros e uma inimiga do outro clã. Entre as duas personagens surgem diálogos cheios de humor, bem ao estilo de alguns filmes policiais de Hollywood.

A mecânica do jogo é, essencialmente, dominada pela presença de Bayonetta. Desde a sua beleza física até aos seus poderes tudo influencia na forma como decorre a história. O jogo decorre por níveis, onde no final de cada há um prémio, uma estátua que pode ser de bronze, prata, ouro ou platina. Tudo vai depender da rapidez e da capacidade de não sofrer estragos durante os combates. Depois, existe ainda a possibilidade de destruir uns quantos anjos para ganhar anéis ou itens. Os anéis servem para comprar armas ou melhoramentos para as mesmas, no “Gates of Hell” (nome apropriado…), um bar que pertence a Rodin, o fornecedor de armamento da bela bruxa. Depois podem combinar-se armas e fazer combos terríveis. As armas dos inimigos também podem ser utilizadas, o que confere um arsenal imenso para Bayonetta. A bela personagem traz sempre dois pares de armas, um deles nos sapatos, sempre prontas a disparar.

Uma das vertentes mais importantes e mais emocionantes são os combates. Tudo é grandioso, desde os cenários aos inimigos, passando pelas capacidades de Bayonetta. Para além das armas, a sexy bruxa faz ainda uso do seu fato e cabelo. Quando o fato desaparece e dá lugar às suas belas curvas, o cabelo transforma-se em poderosos monstros, quase sempre fatais para os seus inimigos. Para completar o ramalhete, existe ainda uma câmara lenta, bem ao estilo de “Matrix”, com os cenários a ganharem uma cor azul e Bayonetta a ter tempo para atacar os adversários em câmara lenta. Todas estas características são fundamentais para derrotar os inimigos mais complicados, os denominados “bosses”, dotados de uma IA considerável e capazes de ataques demolidores. No entanto, quando Bayonetta transforma o seu cabelo em criaturas do inferno, os combates ficam algo desequilibrados.

Outro aspecto muito positivo deste jogo é a qualidade gráfica. Desde o início. O jogador é arrebatado com a qualidade de detalhes dos cenários, situados numa Europa fictícia, cheia de pormenores a obras de artes de vários períodos da História. Nos combates, a câmara funciona na perfeição, em ambientes cheios de luz e cor, com explosões de fazer cortar a respiração. Depois, a cereja no topo do bolo, os detalhes das personagens, em particular de Bayonetta, candidata a Miss videojogos deste ano.

Também a banda sonora impressiona pela positiva. Misturando vários géneros musicais, numa mescla bem conseguida e que se adapta na perfeição à acção e aos ambientes do jogo. Depois, os diálogos estão bem construídos e recorrem a um humor corrosivo, com piada.

“Bayonetta” é jogo para muitas horas, pois os itens a recolher são uma infinidade e muito há para ver e explorar. É, sem dúvida, uma das grandes surpresas de 2010 e, apesar de ter surgido no início do ano, deverá estar no fim na lista dos melhores de 2010. A despedida é feita com uma das marcas do jogo, o beijo de Bayonetta que permite avançar para o próximo nível do jogo.

Comentários»

1. Nelson Roque - Janeiro 31, 2010

Experimentei este jogo, não gostei nada, vi que era mais um a juntar à conta. Tinha esperanças no título mas a demo fez-me perde-las.

Se quiseres visita o meu blogue, onde costumo falar sobre jogos e experiências “virtuais”.

http://gameracoriano.blogs.sapo.pt/

2. nunomachado - Fevereiro 1, 2010

Vou adicionar-te ao blogroll. Bom trabalho.


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