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Darksiders – Fim do mundo Fevereiro 1, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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O ano de 2010 está a começar em grande no mercado de videojogos. A qualidade dos títulos que estão a surgir, surpreende pela positiva, o que deixa antever um bom ano de “colheita”. Depois de “Bayoneta” e dos anunciados “Army of Two: The 40th Day” e “Mass Effect 2”, dos quais as análises serão publicadas brevemente, chega agora um surpreendente “Darksiders”. E ainda estamos apenas no início de Fevereiro.

Um dos nomes ligados à produção deste jogo é Joe Madureira, responsável pela produção da série “X-Men”, na Marvel Comics, e que esteve por detrás da inspiração visual e da narrativa de “Darksiders”. E o resultado final é um excelente trabalho, não só a nível estético, como de uma história em crescendo e que vai agarrando o jogador. A acção inicia-se com o anunciar do apocalipse. O jogador veste a pele de War, um dos quatro cavaleiros do apocalipse, e irá mediar a guerra entre o Céu e o Inferno. Esta só vai acontecer quando os sete selos sagrados forem destruídos e terá lugar na Terra, o reino dos Homens. Contudo, War é enganado e considerado responsável por um fim prematuro do mundo. São lhe retirados os poderes e terá agora de vaguear pela Terra, pejada de anjos e demónios em confronto, procurando os verdadeiros responsáveis.

À partida, a mecânica do jogo pode afastar os que têm menos paciência e gostam de avançar na acção rapidamente. Tudo porque a personagem principal, War, está destituída de poderes, o que dificulta a vitória nos combates. Contudo, acaba por ser um desafio aliciante ir subindo degrau a degrau, conquistando poderes ao longo da narrativa. Sendo um puro jogo de acção, onde os combates são fulcrais, War inicia a história com uma magistral espada, a qual é uma bela ajuda para derrotar as incríveis criaturas que vão surgindo de todo o lado. É aqui que a referência a “God of War” é mais semelhantes, numa clara alusão à personagem Kratos e às suas capacidades iniciais no jogo. Com o desenrolar da história, War vai ganhando armas especiais, como uma curiosa foice, golpes especiais e energia extra. Tudo vai ser fundamental para os inúmeros combates, com combos à palete e, mais uma vez, algo similar a “God of War”, a presença de botões específicos para derrotar os “bosses” que temos pela frente.

Outro aspecto importante é a exploração dos enormes cenários à disposição do jogador. Há muito para ver e encontrar, mas existe uma lógica. Encontrar alguém que pode dar informações tem uma localização específica e um determinado objecto estará ligado a outro objecto específico. Ou seja, não é colectar por diversão, mas sim para avençar na acção. Por vezes, será necessário regressar a cenários já explorados ou repetir algumas tarefas, mas nem este facto retira ritmo à acção.

O aspecto gráfico pode ser melhorado numa próxima sequela. As texturas são o ponto menos positivo, tal como a variedade de objectos nos cenários. Apesar da grande dimensão, algumas zonas parecem despidas de objectos. Em oposição, as personagens estão magistralmente desenhadas e detalhadas. Joe Madureira optou pelo exagero para caracterizar as personagens e conseguiu um resultado final de grande qualidade. Os braços de War, desproporcionais ao resto do corpo, são uma das características mais marcantes da personagem, e útil durante os combates.

A banda sonora está adequada à acção do jogo, acompanhando os momentos mais fortes de acção com temas poderosos. Mark Hammil, mais conhecido por ter sido o primeiro Luke Skywalker, empresta a sua voz à história, o que ajuda ainda mais à qualidade sonora.

“Darksiders” é uma boa surpresa, com uma longevidade perto das 20 horas, se a opção recair por uma exploração mais minuciosa dos cenários. Em termos gráficos, necessita de alguns acertos, mas nada que prejudique a acção e a jogabilidade. Esta é mesmo o grande trunfo do jogo e a principal razão para passar algumas horas a assistir ao fim do mundo.

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