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MAG – O tamanho importa Fevereiro 10, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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As consolas da nova geração entusiasmam os produtores de tal forma que, de vez em quando, têm ideias megalómanas. Foi o que aconteceu com a Zipper Interactive, quando se lembrou de criar um FPS online para 256 jogadores em simultâneo! Não há dúvida que o número impressiona pela quantidade e o ineditismo, mas será que o resultado final foi o melhor? Depois de algumas horas de comando em riste e a disparar para tudo o que mexia pode dizer-se que a impressão final é equilibrada. “MAG” (Massive Action Game) não é nem melhor, nem pior do que muitos dos FPS que povoam as prateleiras de videojogos deste género, destacando-se pelo número de jogadores, cenários enormes, mas não inova muito mais do que a concorrência.

Falar de “MAG” sem falar de outros jogos do género é quase impossível. Por muito que os produtores do jogo se tenham tentado afastar de outros títulos, as semelhanças estão lá. Depois de algumas horas de experiência em “MAG”, nomes como “Call of Duty” ou “Counter-Strike” surgem no nosso imaginário, mas com uma dimensão de jogadores muito maior. Este facto podia ser algo de muito positivo para o jogo, pois juntar duas referências de FPS num só jogo e, ainda por cima com 256 jogadores “ao molho”, era perfeito. Mas, falta ainda limar algumas arestas, talvez através do lançamento de alguns DLC’s nos próximos meses.

Em primeiro lugar, o jogo não permite grandes personalizações. O jogador terá de escolher uma das três facções disponíveis no jogo, a Valor Company, Raven Industries e SVER (Seryi Volk Executive Response), que disputam a “Shadow War” (Guerra Sombra), um conflito secreto e imaginário. Neste universo não existem exércitos tradicionais, mas sim empresas militares privadas, constituídas pela pior escumalha do mundo. A Valor Company é formada por veteranos norte-americanos, ingleses, canadianos e mexicanos, a Raven Industries aproveita antigos soldados do leste europeu e muita tecnologia e a SVER vai recrutar à Rússia e ao Médio Oriente. Ao seja, no início, venha o diabo e escolha qual a melhor facção a integrar. Depois de escolhida, o jogador já não poderá mudar o soldado que criou para outra facção.

Chegou a hora de entrar em acção. É necessário partir alguma pedra de início para ganhar notoriedade para integrar uma das facções. Pelo que é dado a ver pela comunidade, a SVER parte um pouco à frente, pela quantidade de jogadores que aderiram às suas fileiras. Mas, convém esclarecer que cada empresa paramilitar tem as suas próprias armas e equipamentos, o que potencia a diferenciação. Depois, quem tem unhas toca viola e, independentemente, da facção escolhida é o talento que irá contar.

Existem diversos modos de jogo, uns mais atractivos do que outros. Um conselho para os menos experientes, passar pela fase de treino é fundamental para se ambientar ao jogo e comandos. Depois, para ter um início mais calmo, temos o “suppression”, uma espécie de “single player”, pois o soldado actua dentro de uma facção, mas de uma forma individualizada, sem grandes objectivos tácticos, mas antes atirar a matar entre 64 jogadores. Já o “sabotage” promete mais táctica, pois é necessário uma facção defender dois pontos do mapa e outra atacá-los, surgindo no fim um terceiro ponto que a equipa que ataca terá de conquistar. Mais uma vez, tarefa para 64 jogadores. No “acquisition”, a confusão instala-se, pois aumenta para 128 jogadores, que têm como objectivo controlar veículos, num modo não muito interessante.

O melhor vem no fim, o “domination”, onde se juntam os prometidos 256 jogadores. Existem oito pontos estratégicos para conquistar por duas empresas paramilitares, onde os soldados terão de respeitar hierarquias e missões. Dentro deste modo, existem as zonas “directives”, onde o jogador pode disputar o modo predilecto na sua facção, ou seja, se joga mais no “sabotage”, então nesta zona será mais requisitado para esse modo. É no “domination” que se ganha mais pontos de experiência para adquirir armas, equipamentos e outros itens. Pode ainda ganhar pontos de liderança, para comandar a sua equipa. É mesmo, o modo mais interessante do jogo.

Uma das questões mais pertinentes que se colocavam a “MAG” era qual o comportamento do motor de jogo, com 256 jogadores em combate? A resposta veio através da qualidade gráfica, que não passa de mediana. Com esta opção, os produtores conseguem um jogo com um “lag” mínimo e sem um motor de jogo “engasgado” com tanta carne para canhão. A nível sonoro também não é brilhante, com sons aceitáveis, mas diálogos para esquecer.

Como conclusão, “MAG” acaba por valer a pena pela quantidade de jogadores que permite, pois existe sempre acção e o aspecto táctico do jogo foi bem trabalhado. Por outro lado, tudo é muito intuitivo no jogo, desde os comandos aos menus, facilitando o início para os menos experientes. Falta alguma qualidade gráfica, alguma inovação nos modos de jogo e a resolução de alguns problemas (atenção aos “respawn time” queencravam no zero…), mas no geral “MAG” promete muitas e muitas horas online de arma na mão.

Comentários»

1. Goldragon979 - Fevereiro 12, 2010

É exactamente esta a ideia que tenho do jogo. Se melhor trabalhado poderia ter saído algo magnífico.
Cumprimentos e continuação de boas análises.

2. ESMAGADOR - Janeiro 4, 2012

Dane-se essas análises de “críticos” pra mim o jogo é ótimo e eu vou comprar pra mim.
Só pelo gameplay na net já deu pra ver que é bom,gráficos não são tudo pois eu ainda me divirto bastante com o Battlefield 1942,Vietnam e etc…
Pra mim conta mais a diversão que um jogo proporciona do que gráficos,exemplo,comprei o MW2 e me deslumbrei com os gráficos do jogo,resultado:Fechei ele em mais ou menos 5 horas no normal(imagine no easy),e em umas 5 semanas estava no nível 56 do MP,até que cansei e parei de jogar.


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