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Mass Effect 2 – Saga espacial Fevereiro 25, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Xbox 360.
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A ideia de criar trilogias no mundo dos videojogos acabou por gerar títulos de grande qualidade, alguns atingindo o estatuto de jogos de culto. É o que acontece com “Mass Effect”, um projecto da Bioware e da Microsoft, com uma carga épica semelhante a “Star Wars” ou “Star Trek”, dois nomes incontornáveis do universo da ficção científica. “Mass Effect 2” revela um pouco mais os segredos do espaço, pegando na história do jogo original e desvendando segredos, mas adicionando outros, para que sejam conhecidos no episódio final. Ao mesmo tempo, apresenta um aspecto gráfico ainda mais elaborado, jogabilidade melhorada e outras novidades que fazem deste segundo episódio um dos melhores títulos de 2010 e, certamente, o melhor para a Xbox 360 nestes primeiros meses do ano.

A história inicia-se dois anos após os acontecimentos originais. Mas, antes de introduzir o jogador na nova vida do Comandante Shepard, é feito um momento introdutório, ideal para quem não teve a oportunidade de jogar o primeiro título. Logo após a vitória sobre Saren, Shepard navega pela galáxia quando a “Normandy”, a sua nave, é atacada e, por entre explosões, Shepard tenta salvar o maior número de tripulantes, numa cena introdutória de qualidade excepcional. Depois, o jogador entra na vida actual de Shepard, como elemento da Cerberus, uma organização misteriosa e cheia de recursos, onde Illusive Man, é o seu representante (faz lembrar o misterioso homem do cigarro de X-Files…). Este é o ponto de partida da missão principal de Shepard neste episódio, chefiar uma equipa da Cerberus para descobrir o porque de colónias humanas estarem a ser dizimadas.

Levantado um pouco do véu da história, vejamos o que mudou nos aspectos mais técnicos. Em primeiro lugar, a jogabilidade. “Mass Effect” era um RPG cheio de opções, mas muito colado a este género. Este segundo episódio é mais híbrido, pois além da vertente RPG é também um belo jogo de acção. Para que tal acontecesse, a Bioware modificou os sistemas de combates, com melhorias na mira, ferimentos que inutilizam membros e uma maior ajuda dos irmãos de armas. Com uma IA melhorada, cada interpreta na perfeição o seu papel, sendo ainda possível dar ordens directas a cada membro da equipa. Existe assim maior e melhor acção táctica, com combates muito mais emotivos. A vertente RPG não foi esquecida e a personalização do Comandante Shepard continua a ser possível em toda a linha, para além de ser possível “transportar” a personagem do jogo inicial para este episódio, tal como as decisões que foram tomadas nesse período.

Outras melhorias introduzidas podem ser encontradas na busca por recursos, agora feita através de mini-jogos em que o jogador pesquisa as superfícies dos planetas em busca de minérios valiosos. Também as missões secundárias estão mais atractivas, muitas delas versando sobre elementos da equipa, com um aspecto narrativo e gráfico mais cuidado.

Um dos aspectos mais trabalhados neste segundo episódio é a qualidade gráfica. Estamos perante um dos supra-sumos de melhor ambiente gráfico alguma vez produzido. A qualidade visual dos cenários é assombrosa, em nada ficando a dever a alguns dos melhores filmes de ficção científica alguma vez produzidos. Por outro lado, o detalhe e animação das personagens é assombroso, tendo ainda sido corrigido alguns problemas de texturas que vinham do episódio inicial, mas tendo alguns “loads” ainda algo penosos, mas nada que retire brilhantismo ao jogo. O nível sonoro acompanha a excelência gráfica. O momento introdutório, com explosões de fazer cortar a respiração mostra logo o que espera o jogador. Os diálogos estão bem construídos e podem ser interrompidos a qualquer momento para efectuar determinada acção e a equipa de vozes está carregada de estrelas como Martin Sheen, Seth Green ou Yvonne Strahovski.

“Mass Effect 2” mostra o que de melhor se pode produzir nesta indústria. Além da qualidade narrativa, gráfica e uma mecânica de jogo atractiva, oferece mais de 30 horas de jogo e promete muitos DLC’s, que vão aumentar ainda mais a longevidade do jogo. Tirando um outro defeito menor, como os “loads” ou alguma descoordenação de alguns elementos da equipa durante os combates, “Mass Effect 2” está muito perto da perfeição. Falta saber se é atingida no expectante episódio final.

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