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Napoleon: Total War – Guerra imperial Março 4, 2010

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Quem sempre teve ideias megalómanas, como por exemplo, conquistar e dominar o mundo, eis o jogo ideal. “Napoleon: Total War” coloca o jogador no papel de uma das figuras mais importantes da História, Napoleão Bonaparte, e proporciona-lhe os meios para partir à conquista. Como nota prévia, este título foi produzido pela The Creative Assembly, responsável pela série “Total War”, que tem como subprodutos nomes como “Shogun”, “Medieval” ou o muito elogiado e antecessor deste título, “Empire”. As novidades entre “Napoleon” e “Empire” não são muitas, mas as que foram introduzidas são bem-vindas.

Um dos aspectos mais importantes neste género de jogos é o tutorial. Para quem não está familiarizado com estratégia em tempo real, pode demorar algum tempo até apreender o que significa cada menu, que estratégias seguir e por aí fora. Felizmente, “Napoleon: Total War” introduz o jogador numa campanha tutorial que permite aprender os controlos básicos e a essência da jogabilidade, ao mesmo tempo que conta a história de Napoleão. Assim, tudo se inicia no papel de um jovem soldado e na sua aprendizagem. Tudo está relacionado, nada foi feito ao acaso. Se o jovem aprendiz quer saber algo mais sobre diplomacia, irá acompanhar os acordos comerciais feitos com a Suíça; ou, se a arquitectura é um dos seus interesses, será remetido para Reims, onde acompanhará a construção de universidades, estradas e outras infra-estruturas. O exército nacional surge após a Revolução Francesa, época em que Napoleão começa o seu domínio. Agora, o jogador terá de preocupar-se com a construção de fábricas de armas e participar em algumas batalhas, como a guerra contra a Sardenha, entre outros conflitos, tudo sempre muito influenciado pela personalidade de Napoleão.

Contudo, se for um jogador experiente neste título, então o melhor será avançar para as campanhas. Mais uma vez, Napoleão está omnipresente, ou não fossem estas as campanhas mais importantes da vida deste militar. Assim, é possível enfrentar a Itália, viajar até ao deserto e ao Egipto e, por fim, a loucura de Napoleão de levar os seus homens até Moscovo, terminando tudo na mítica batalha de Waterloo, contra o duque de Wellington.

Além das campanhas, é possível escolher batalhas específicas para combater e um novo modo multiplayer, denominado “drop-in battles”, em que é possível convidar outros jogadores para batalhas que estão acontecer. Destaque ainda para os objectivos que levam ao término do jogo que podem passar pela combinação de vários, militares ou económicos, ou apenas um, como é o caso da conquista de Turim, a capital italiana na época. A própria progressão terá de ser feita mais com a cabeça e menos com a força. Por exemplo, levar o exército a atravessar os Alpes em pleno inverno pode levar ao extermínio desse mesmo exército. Todas as acções têm que ser pensadas, segundo as consequências que vão causar.

Em termos gráficos, “Napoleon: Total War” mostra uma evolução qualitativa, com batalhas e cenários em 3D, com uma pormenorização cuidada dos cenários e animações fantásticas, com um particular destaque para os aspectos climáticos, como a chuva ou a neve. Quanto ao som, pode até parecer algo politicamente incorrecto, mas o som das explosões, dos canhões a disparar, dos gritos nos campos de batalha entusiasmam qualquer jogador pelo realismo que apresentam.

Como não à bela sem senão, “Napoleon: Total War” sofre ainda com alguns defeitos que já vêem de anteriores edições da série “Total War”. O mais aborrecido é o carregamento das batalhas que parece interminável. Também a inteligência artificial continua a não ser um dos atributos do jogo, principalmente durante as batalhas, em que muitos inimigos, em terra ou no mar, deixam-se atacar sem grande retaliação.

Em suma, estamos perante uma evolução da série, mas sem a elevar a um patamar superior. “Napoleon: Total War” oferece uma jogabilidade única no género em que se insere, tem um bom aspecto gráfico e a figura de Napoleão a impulsionar a acção, mas falta-lhe muita coisa para se dizer que estamos perante um novo rumo da série “Total War”.

Comentários»

1. dangaa - Julho 14, 2010

Gostei muito desse texto sobre o napoleon: total war, vai bem a fundo nas histórias de napoleão, ou seja, o conteúdo do jogo. Ainda não tenho o jogo mas pretendo comprar e também o empire.
Minha opinão sobre oque eu conheço do jogo, é que os cenários são muito bons e achei poucos erros graficos como, por exemplo, a arma de um soldado atraveçar o companheiro.
Obrigado pelas imformações do jogo

2. utuiathnmno - Fevereiro 19, 2011

eu gosto de guerras


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