jump to navigation

Alpha Protocol – Jogo de espiões Julho 7, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
trackback

Quando se fala em jogos do género RPG (Role-playing Game), surgem na mente ambientes de fantasia, ficção científica ou até épocas medievais. No entanto, a ideia da Obsidian, produtora do jogo, optou por inovar e seguir um caminho dedicado a espiões. “Alpha Protocol” é um RPG baseado na actualidade, onde terrorismo, espionagem e jogadas de bastidor são frequentes. A entrada promete uma refeição interessante, mas o prato principal é servido com pouco sal.

Tudo começa com um acto terrorista já visto em inúmeros filmes, o sequestro de um avião comercial. No entanto, tudo corre mal e o grupo terrorista acaba por destruir o avião e fazer vítimas. Entra em cena Michael Thornton, um agente secreto que pertence à Alpha Protocol. A missão do personagem passa por descobrir o que está por detrás do atentado, onde nem tudo o que parece, é. Na busca por pistas, Thornton começa a sua demanda na Arábia Saudita, mas não se fica pelo Médio Oriente, pois vai passar por países como a Rússia, Itália ou Taiwan. O melhor elogio que se pode fazer da narrativa é que podia servir de base a uma temporada de “24”, a popular série do intrépido agente Jack Bauer.

Se a história é boa, já as personagens deixam algo a desejar. Falta carisma, um maior envolvimento com a narrativa. Thornton é o único que se destaca, não só pelos diálogos, mas pela forma com evolui ao longo da acção. Todas as acções que toma têm repercussões no desenvolvimento da história. Até mesmo a forma como responde quando é interpelado pode dar origem a consequências imprevisíveis. Thornton pode optar por respostas diplomáticas, irónicas ou com rudeza. É neste aspecto que reside o grande trunfo do jogo, as atitudes têm consequências.

Quanto à mecânica de jogo, como é normal num RPG, existe uma componente muito forte de personalização, principalmente ao nível das habilidades que a personagem principal pode efectuar. No resto, são diálogos à mistura com cenas de acção na terceira pessoa. Estas cenas, algumas mais bem conseguidas que outras, passam por tiroteios, acções furtivas e alguns combates corpo-a-corpo.

Nas questões mais técnicas, “Alpha Protocol” tem muito que evoluir. A movimentação de Thornton, em algumas cenas, chega a ser confrangedora. Efectuar uma acção furtiva pode ser uma aventura, pois nunca se sabe se vai ser furtiva ou se Thornton estraga o momento com uma movimentação mais trapalhona. A câmara também não ajuda, com ângulos incompreensíveis e algumas movimentações sem nexo. Para ajudar, a mira não é uma ajuda quando se pretende atingir um adversário. Apesar de utilizar o motor Unreal Engine 3, apenas os detalhes da personagem principal e os vários ambientes por onde Thornton viaja merecem elogios. Por fim, o som. As explosões são competentes, tal como alguns diálogos, mas faltam mais efeitos sonoros ao jogo.

“Alpha Protocol” dá a ideia de ser um projecto feito à pressa. Tem um potencial muito bom na história e na mecânica de jogo, mas todo este potencial é deitado fora quando entra em campo as questões mais técnicas. Gráficos que muito ficam a dever à actual qualidade dos jogos actuais e erros de principiantes, como uma câmara que pouco ajuda à acção, já não são admissíveis. A esperança passa pela Obsidian tentar uma sequela, aproveitando as qualidades do jogo original e corrigindo os erros. Assim, será possível ter um RPG inovador e com muito potencial.

Comentários»

No comments yet — be the first.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: