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Starcraft II: Wings of Liberty – Saga espacial Agosto 10, 2010

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Em 1998, surgia no mercado “Starcraft”, um jogo de estratégia em tempo real, com uma história atractiva, gráficos interessantes e uma jogabilidade viciante garantiram-lhe o prémio de melhor RTS do ano. Ao mesmo tempo, milhares de jogadores juntavam-se online para longas batalhas inter-galácticas, granjeando ainda mais sucesso ao jogo.

Com este passado glorioso, era natural que uma sequela gerasse uma expectativa enorme. O que os fãs do jogo nunca imaginaram foi ter de esperar doze anos para uma segunda edição. Com o selo de qualidade da Blizzard, o resultado final só podia ser grandioso. “Starcraft II – Wings of Liberty” é, provavelmente, o melhor jogo para PC do ano.

Comecemos pela história. Os acontecimentos situam-se quatro anos depois de “Brood War”, a expansão do primeiro título. Jim Raynor é o protagonista que terá de lidar com a ameaça de Arcturus Mengsk, que lidera um governo denominado A Supremacia. Este considerou Raynor como um rebelde e lidera um grupo de guerrilheiros que procura combater o poder de A Supremacia. Entre os novos personagens que acompanham Raynor estão Gabriel Tosh, um misterioso agente, Rory Swann, engenheiro, ou Tychus Findlay, um condenado com uma força descomunal. Pelo meio, Raynor e os seus companheiros ainda terão de enfrentar outras raças que estão no meio deste conflito.

O modo campanha do jogo é de tal modo diversificado e viciante que dá vontade de jogar e voltar a jogar. A mecânica não difere muito do habitual dos jogos de estratégia em tempo real. Escolhe-se uma facção, efectuam-se missões e procura-se a vitória final. No entanto, em “Starcraft II – Wings of Liberty” existem tantas variáveis que cada vez que se inicia uma campanha parace um jogo diferente. Por exemplo, a escolha de uma personagem para apoiar Raynor durante uma missão, pode revelar-se fundamental no desenrolar da história. Tudo porque os bónus que o jogador ganha e as consequências das acções do “ajudante” são diferentes. A vertente mais estratégica está na gestão das unidades e de recursos, sempre a partir de uma base. Destaque para a ajuda prestada pela IA do jogo nesta gestão, principalmente na recuperação das unidades e equipamentos. As missões são muitas e variadas. Desde acção furtiva, num planeta presídio, até combates de guerrilha, passando até por a recolha de recursos que podem ser fundamentais para a vitória final. Existem ainda missões secundárias que geram bónus, acesso a recursos ou desbloqueiam novas unidades.

“Starcraft II – Wings of Liberty” tem ainda a vantagem de ter um jogo à parte. Trata-se do modo multiplayer, quase tão importante como a campanha a solo. Mais uma vez, tudo começa com a escolha de uma facção. Os multifacetados Terrans, os tecnológicos Protoss e os terríveis Zergs. Depois é entrar em combate, com tutoriais que ajudam os menos experientes e uma protecção de ranking durante 50 jogos. Depois, existe um sistema de rankings e pontuações, baseados nas estatísticas de cada jogo disputado. O sistema alojado no Battle.net coloca jogadores no mesmo patamar de experiência para batalhas 2 para 2, 3 para 3 e um modo cooperativo. Para ajudar à festa, existe ainda um editor de mapas, que prolonga, em muito, a longevidade do jogo.

Nos aspectos mais técnicos, “Starcraft II – Wings of Liberty” é brilhante. Todos os cenários foram pensados ao detalhe, com ambientes únicos, num motor de jogo que nunca mostra fraqueza, mesmo quando estão em cena muitas unidades. A diferença entra as facções é visível nos detalhes colocados em cada unidade, nas explosões ou mesmo nos veículos e naves. Também o som acompanha o bom desempenho dos gráficos e, em conjunto, temos um jogo poderoso a nível visual e sonoro, sem exigir um computador de última geração. Resumindo, “Starcraft II – Wings of Liberty” está perto da perfeição. É óbvio que para quem não gosta do género RTS, este jogo pode passar-lhe ao lado. Mas, se for um amante dos videojogos, terá de experimentar, nem que seja por pouco tempo, este título. Decerto, ficará convertido ao género e irá jogar um dos melhores, senão o melhor, jogo do ano para PC.

Comentários»

1. Donisto - Agosto 20, 2010

Grande Review Nuno, concordo totalmente contigo, o jogo tá lindo, o melhor RTS que já joguei, mas vindo da blizzard já era de esperar.

Apenas tenho duas coisas a acrescentar à tua review, a primeira é o sistema de “achivments”, este consiste em objectivos tão variados como, ganhar a missão em modo difícil em menos de X minutos, ou destruir determinadas criaturas, este complementa as missões secundárias fazendo com que o jogador repita a missão múltiplas vezes, planeando estratégias bastante complexas, para leva-los a cabo. A segunda e o modo single player chalange, que consiste numa serie de desafios que são colocados ao jogador, levando o conceito de estratégia de jogo ao limite.

Continua com o bom trabalho e as óptimas reviews.


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