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Singularity – Ilha misteriosa Agosto 17, 2010

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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O primeiro que desperta atenção neste jogo é Raven Software. O nome da produtora responsável por títulos como “Quake” ou “Wolfenstein” é sempre sinónimo de qualidade. Assim, a expectativa em torno de “Singularity” era grande e, em parte, foram cumpridas. Mas, faltam motivos de diferenciação para se tornar num “case study” dos videojogos. Diverte, sem trazer nenhuma novidade. O contexto da narrativa coloca a antiga União Soviética como má da fita. A acção decorre numa ilha remota, denominada Katorga-12, onde os soviéticos realizaram experiências científicas secretas, nos anos 50, logo após a II Guerra Mundial. Passaram algumas décadas e um satélite norte-americano (quem mais podia ser?) detecta a ilha. É enviado um fuzileiro norte-americano, Nate Renko, para explorar a ilha e as descobertas que faz são assombrosas e bizarras. É aqui que o jogador entra em acção, na pele de Renko, uma personagem sem grandes motivos de interesse, o que num jogo deste género é sempre um ponto negativo.

O jogo mistura tiros na primeira pessoa com momentos de exploração temporal. Ou seja, existem elementos nos cenários que levam o jogador a viajar no tempo e a entender o que se passa realmente em Katorga-12. Este é um dos melhores predicados do jogo, com o jogador a manter-se agarrado à história, coleccionando peças do puzzle, através de flashbacks. Não são enigmas muito complicados, o que acaba por não estragar o ritmo do jogo e prevalecer o género FPS. A vertente de combate é também ela interessante, mas aqui sem grandes novidades em relação à maioria dos FPS’s. As armas disponíveis são triviais, variando entre metralhadoras, espingardas, pistolas e pouco mais.

Onde o jogo introduz alguma inovação é no controlo temporal. Através de um dispositivo, TMD, os combates podem ser muito interessantes. Se temos um alvo difícil de abater, eis que o TMD o pode envelhecer até ficar todo encarquilhado ou criar um fosso no tempo onde todos param, menos o jogador que faz tiro ao alvo. O TMD ajuda ainda na vertente de exploração, principalmente quando se chega a um local de passagem bloqueada e alterá-la para o seu estado original.

Num FPS, o modo multiplayer é sempre um aspecto fundamental para o sucesso do jogo. Neste caso, esperava-se muito mais ou não fosse a Raven Software uma especialista na matéria. Faltam mais modos, mas os que existem colocam frente-a-frente uma equipa de humanos e outra de monstros. Os humanos podem recolher bónus, enquanto as estranhas criaturas de Katorga-12 têm poderes estranhos, como vómitos perigosos.

O aspecto gráfico merece uma nota média. Não atinge a qualidade de jogos, como “Call of Duty”, mas apresenta cenários com muitos elementos, um ambiente misterioso, que faz lembrar um pouco “Bioshock”, e criaturas bem imaginadas. Na versão para PC, o motor gráfico não exige uma máquina muito artilhada, mesmo quando aumenta o número de elementos no cenário. O som confere o ambiente misterioso que caracteriza a acção, sem outros reparos.

“Singularity” é um jogo com altos e baixos, mas que produz algumas horas de diversão. Uma mecânica de jogo interessante e uma história contada de forma atractiva são os principais ingredientes. Faltam armas inovadoras e, acima de tudo, um bom modo multiplayer, fundamental para um FPS singrar, num género muito competitivo.

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