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Mafia II – Mamma mia! Setembro 8, 2010

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Os fins são os piores possíveis. Assassinatos, extorsão, corrupção, prostituição, tráfico de droga. Tudo está associado à Mafia. No entanto, esta organização continua a seduzir tudo e todos. Escritores, realizadores, argumentistas, produtores. Na televisão, “Os Sopranos” mostraram a crua realidade da Mafia actual. No cinema, a saga “O Padrinho” mostrou como foram os primórdios desta autêntica sociedade clandestina. No videojogos, entre uma série de títulos, “Mafia” é um dos que melhor reflecte a vida da organização.

A honra ou o respeito continuam a ser mais do que palavras. São conceitos que devem ser seguidos à letra, se alguém quer chegar ao topo da hierarquia. Estamos em Empire Bay, uma cidade imaginária. A época situa-se entre os anos 40 e 50 e três famílias lutam pelo domínio do território. Os costumes italianos estão bem presentes, tal como os métodos de ascensão na “carreira”, os velhos “capos” dedicam-se aos negócios mais glamorosos, como os “casinos ilegais”, os mais novos optam pelos crimes mais vulgares como assaltos ou tráfico de drogas. No meio da guerra entre famílias, emerge Vito Scaletta, um autêntico desconhecido que irá ascender no “ranking” da Mafia e chegar ao topo. A evolução de Vito no mundo do crime é o motor de uma história bem contada, separada por capítulos. Talvez a grande mais-valia deste jogo.

A mecânica de jogo foi beber um pouco ao clássico “Grand Theft Auto” Muita movimentação, muitas pessoas, perseguições automóveis e tiroteios. Não existem a quantidade de missões que GTA oferece, mas as que existem demonstram bem a vida de um mafioso: matar, extorquir, enterrar corpos, agressões e por aí fora. Tudo se resume a deambular por Empire Bay e cumprir estas missões com sucesso. Vito tem a ajuda de um parceiro, o amigo de infância Joe, que ajuda em pequenas tarefas, principalmente nos elos de ligação da história, pois no que toca à arte de matar, essa fica a cargo de Vito.

Outra vertente importante são os tiroteios. Disputados em quase todos os recantos da cidade, oferecem momentos emotivos e mostram como pode ser dura a vida do mafioso. Apesar do sistema de cobertura não ser o mais adequado, é possível retirar momentos únicos em combates bem delineados. Por outro lado, o jogo do gato e do rato entre polícias e mafiosos diverte até certo ponto. As perseguições a pé são mais equilibradas do que as de automóvel. Tudo porque despistar os homens da lei é muito simples, sendo até quase um absurdo optar por tácticas como pintar o carro ou trocar as matrículas.

O aspecto gráfico de “Mafia 2” mostra um cuidado no trabalho artístico da equipa da Illusion Softworks. A cidade descreve na perfeição o ambiente das décadas de 40 e 50, com a II Guerra Mundial como pano de fundo, como os cartazes a recrutar soldados, os carros da época, as roupas ou mesmo a decoração das lojas ou casas. Só por estes aspectos vale a pena jogar esta história de mafiosos.

“Mafia 2” é, acima de tudo, uma história bem contada, em formato de videojogo. Num ambiente construído quase na perfeição, a acção é equilibrada, sem grandes excessos, numa mecânica fluída, mas sem trazer nada de novo. É um jogo de época, sobre mafiosos e que diverte. Uma alternativa credível à saga GTA, numa dimensão mais pequena.

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