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Shank – Vingança sangrenta Setembro 14, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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A indústria dos videojogos começa a mudar de rumo. A quantidade de jogos disponíveis apenas via download começa a ser significativa. Este é, provavelmente, o rumo que a indústria vai tomar no futuro, ou seja, o suporte em DVD ou qualquer outro formato pode ter um fim à vista nos próximos tempos. Por outro lado, os jogos disponíveis apenas através de download sempre foram vistos como produtos secundários, de fracos recursos e considerados como devaneios de alguns produtores. Também esta tendência se está a inverter, com bons jogos a surgirem, como “Scott Pilgrim Vs The World”. No entanto, “Shank”, o jogo que está em análise fica um pouco aquém das expectativas, apesar de partir de várias premissas interessantes.

A história parece saída de um qualquer filme de Quentin Tarantino. Isto significa vingança, sangue e mortes, muitas mortes. O herói é Shank, um brutamontes que pertencia a um grupo de malfeitores que domina a região através do medo que incute. A acção sobe de tom quando Eva, a amada de Shank, é raptada pelos seus antigos “companheiros” de crime. Irado, parte em busca de vingança e do resgate da mulher da sua vida, levando tudo e todos à sua frente.

Com uma história assim, o jogo só podia dar em combates atrás de combates, com armas para todos os gostos e feitios. Facas, espadas, pistolas, metralhadoras. Tudo serve para Shank fazer sangue e despachar uns quantos inimigos. O jogo decorre à boa maneira dos antigos títulos de acção lateral, com muitas combinações de botões, para dar origem aos golpes certos. Contudo, nada disto é fácil, pois a própria movimentação das personagens é algo limitada. Escolher os golpes certos e ao mesmo tempo defender ataques nem sempre é possível. Por outro lado, com tantas acções disponíveis, a confusão que se gera nos botões não ajuda à festa. O mesmo botão pode dar origem a acções distintas, o que no calor da luta pode estragar toda a acção.

Como em quase todos os jogos de luta, o último adversário de cada fase, o chamado “boss”, é sempre o mais complicado. Em “Shank” mantém-se esta tendência. Nomes, como o sugestivo “The Butcher”, prometem momentos de grande paciência, pois não é fácil derrotá-los, principalmente quando o sistema de defesa não é o melhor. 

O melhor de “Shank” é, sem dúvida, o aspecto gráfico. Num estilo de banda desenhada, com animações de grande qualidade, seja durante os combates ou nas cenas de transicção, tudo é bem feito e com grande qualidade. A banda sonora é também ela muito boa, ajudando a ambientar o carácter violento da acção.

A ausência de um modo online é outro handicap de “Shank”. Existe apenas um modo cooperativo, mas em modo offline, o que em nada ajuda à longevidade do jogo. Até porque a campanha a solo não é muito longa, além de ser muito repetitiva. Em resumo, “Shank” vale pelo aspecto visual, pelo entusiasmo do contacto inicial e pouco mais. É penalizado pela acção repetitiva e ausência de um modo online, fundamental neste tipo de jogos.

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