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Front Mission Envolved – Robôs enferrujados Novembro 3, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Nascida nos tempos da Super Nintendo, a série “Front Mission” começou por ser um jogo baseado na estratégia, bem ao jeito de “Final Fantsasy Tactics”, mas acabou por mudar ao longo dos anos. Agora, transformou-se num simples jogo de tiros na terceira pessoa, sobrando apenas o cenário futurista e os robôs gigantes dos primórdios da série.

A história fala de Dylan Ramsey, um herói improvável que se vê metido numa guerra que não era a sua. Motivado pela vingança, Dylan procura aniquilar os assassinos do seu pai, num mundo cheio de máquinas, preparadas para a guerra. A prova está na armadura que o herói transporta e que o protege, por um lado, e serve de arma de ataque, por outro.

Grande parte do jogo é feita dentro do Wanzer, o nome dado à armadura. Esta possui armas de todos os tipos, desde metralhadoras, lança-mísseis ou espingardas. Controlá-la é muito simples, com o analógico esquerdo a servir para movimentar a máquina e o direito para controlar a câmara. A mecânica de jogo passa muito pelos combates, ganhar dinheiro, comprar melhoramentos e pouco mais. Para piorar o cenário, nem todas as armas são passíveis de ser combinadas, pois a armadura tem um limite de peso que pode transportar, logo muito cuidado como se gasta o dinheiro em melhoramentos.

Na passada semana, falámos de um jogo que tinha um modo campanha com mais de 20 horas. Já “Front Mission Envolved” exagera por defeito. Pouco mais de cinco horas e está completa. O problema reside no desenrolar da acção, sem outros motivos de interesse do que terminar um combate e seguir para outro. Não há itens escondidos, caminhos secundários, formas alternativas de combate. É sempre mais do mesmo, em cenários repetitivos, que variam entre prédios e praças amplas. Os grandes finais com as lutas contra os mais complicados inimigos também não têm grandes variações. Basta um pouco de paciência, uma espécie de ataca e foge, para derrotar os mais temíveis adversários. Se o aspecto gráfico não surpreende pela positiva, já os efeitos sonoros mostram pujança. As explosões são bastante realistas e conferem um ambiente de guerrilha ao longo do jogo que se saúda. No entanto, a banda sonora tem músicas desadequadas para a maioria das situações da acção.

Onde “Front Mission Envolved” podia fazer diferença era nos modos multiplayer. Mais uma vez, nada de novo. Deathmatch, Domination são alguns dos modos, onde os jogadores “vestem” uma Wanzer e digladiam-se em mapas um pouco mais diversificados do que no modo campanha. Existe um sistema de ranking, baseado em patentes, e pronto, este é modo on-line disponível em “Front Mission Envolved”.

Com um passado com alguns episódios de qualidade, a série “Front Mission” caiu num beco que dificilmente terá saída. Quando um jogo tem o seu único ponto positivo nos belos efeitos sonoros das explosões, está tudo dito. Falta diversidade na jogabilidade e nos cenários, um modo multiplayer mais robusto e inovador e um aspecto gráfico com maior qualidade. Ou seja, falta quase tudo.

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