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Castlevania: Lords of Shadow – Terror gótico Novembro 10, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Tem mais de um quarto de século, mas continua a mostrar uma vitalidade e uma qualidade acima da média. A série “Castlevania” regressa em grande forma e oferece aos amantes dos jogos de acção/aventura horas de grande divertimento. E quando se fala em horas, estamos perto de um dia inteiro para terminar o jogo. Ou seja, quando se fala numa aventura de mais de 20 horas, é bom sinal, pois a maioria nem pela metade fica.

A história deste novo capítulo nada tem a ver com os capítulos antecessores. A única semelhança está no apelido de personagem, Gabriel Belmont, o mesmo de outros episódios. Estamos no ano de 1047, numa época em que a Terra e os céus foram separados pelos Lords of Shadow. Como consequência, nem as almas dos mortos conseguem ascender aos céus, nem os vivos estão descansados, pois a Terra foi invadida por criaturas de todas as espécies e feitios. No meio desta confusão está Gabriel com diversas missões. A primeira, proteger os humanos de todos os monstros que vagueiam pela Terra, com a ajuda da Brotherhood of Light, uma irmandade que protege os humanos. A segunda, a busca pela God Mask, que está dividida em três partes, distribuída pelos três Lord of Shadow. Com as peças reunidas, Gabriel terá o poder de ressuscitar os mortos, entre elas a mulher que ama e que foi morta pelas temíveis criaturas sobrenaturais.

A história é interessante, mas o melhor está nos combates. A primeira impressão é que se está “God of War”, pois o ambiente é semelhante e também existe uma arma muito similar, um chicote que serve para combater tudo e todos. Os combates são muitos e variados. Existem vários níveis de dificuldade e em todos eles é necessário técnicas várias. Os primeiros níveis exigem apenas o uso competente do chicote, mas quando sobe a dificuldade, as tácticas mudam. A defesa pode ser o melhor ataque e a utilização de outras armas, armaduras ou magia podem ser fundamentais para derrotar as criaturas maiores. Existe dois tipos de magia, luz e trevas, e armas secundárias como poderosas facas e um cristal poderoso.

Ao longo dos 12 capítulos, a dose de combates é doseada por inúmeros enigmas que o jogador terá de resolver. Nada de muito complicado de resolver e, mesmo quando a resposta não é óbvia, é possível “obter” a resposta, com a penalização de não dar pontos que podem permitir novos movimentos. Por outro lado, existem inúmeras fases dentro de cada capítulo, com áreas escondidas e itens secretos. As fases podem ser repetidas para recuperar algum item que tenha ficado para trás, e no fim da cada uma existe um extra que permite ganhar mais pontos.

A nível visual, “Castlevania: Lords of Shadow” é incrivelmente belo e de grande qualidade. Florestas, ruínas, cavernas ou lagos são alguns dos cenários presentes, com detalhes ou milímetro, como as sombras, as luzes, como a intensidade do sol, capaz encadear Gabriel nos momentos mais complicados. Já o som podia ser mais trabalhado. Confere um ar dramático à acção, mas falta algo mais épico, característica desta história.

Em resumo, “Castlevania: Lords of Shadow” pouco ou nada tem dos episódios anteriores. Contudo, é uma aventura cheia de acção, com uma história agradável, uma mecânica de jogo interessante e um aspecto visual fantástico. Por fim, oferece inúmeras horas de diversão, com mais de 20 horas para completar o jogo e mais uma mão cheia para descobrir os extras que existem ao longo da história.

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