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Call of Duty: Black Ops – Regresso à Guerra Fria Novembro 24, 2010

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Qualidade e polémica continuam de mãos dadas na série “Call of Duty”. Se o ano passado, tivemos uma segunda edição de “Modern Warfare” espectacular, mas carregada de cenas de violência, como o assalto ao aeroporto por um comando russo, este ano, em “Black Ops” série vai ainda mais longe. A primeira missão introduz o jogador em Cuba, no tempo da Guerra Fria e não podia ter um objectivo mais polémico, matar Fidel Castro. A partir daqui, a acção descamba de tal forma que são 15 horas de modo campanha de cortar a respiração.

A história tem como protagonista Mason, um operacional das Forças Especiais norte-americanas que procura uma arma biológica que ameaça o mundo, para além de uma missão particular de vingança. Ao contrário da maioria das histórias da série, aqui quase tudo é centrado na figura de Mason, tirando algumas passagens da acção. Com isto, a narrativa é mais coerente, mais completa, muita ao género de um bom filme de acção.

A diversidade das missões é uma das grandes qualidades de “Black Ops”. Matar Fidel Castro, fugir de uma prisão na Sibéria, pilotar um helicóptero, correr nos telhados de Hong Kong no meio de um intenso tiroteio e muito mais. E se os adeptos dos tiros pensam que vai ser sempre a dar ao gatilho, enganam-se. Há momentos de luta corpo-a-corpo, uso de facas, missões furtivas, bestas com flechas explosivas e até uma fisga gigante capaz de lançar bombas. É óbvio que no meio deste contexto de violência existem cenas capaz de fazer corar os adeptos mais fanáticos dos filmes de acção. Logo no início o tiro na cabeça de Fidel Castro, em câmara lenta e com o sangue a jorrar mostra logo o que vai ser o resto do jogo. No entanto, existe uma opção antes do início do modo campanha que permite escolher uma versão menos violenta. Até porque ainda há gargantas cortadas e um interrogatório bem ao jeito de Jack Bauer.

Depois de tudo isto, vem ainda um outro jogo. Falamos da vertente multiplayer, fundamental em “Call of Duty”. A forma de progressão é um pouco diferente do habitual, envolvendo dinheiro e contratos. A experiência continua a ser fundamental, mas os créditos ganhos vão permitir adquirir armas, habilidades, equipamentos que vão melhorar a “personagem”. O outro modo multiplayer torna a incluir os mortos-vivos, ou seja, é possível juntar quatro jogadores em modo cooperativo e lutar contra zombies vindos da II Guerra Mundial ou na presença de quatro grandes nomes da história mundial, John Kennedy, Fidel Castro, Richard Nixon e o secretário de defesa Robert Macnamara.

Visualmente, “Black Ops” é fantástico. A qualidade gráfica dos cenários é espantosa, os personagens ainda mais (os elementos da prisão siberiana são realmente assustadores…), o motor de jogo nunca dá mostras de fraqueza. Enfim, quase tudo é perfeito. O som é outra maravilha. Que se pode pedir mais quando ao comando de uma lancha se ouve Sympathy for the Devil”, dos Rolling Stones? Está tudo dito. Em suma, “Call of Duty: Black Ops” mantém a linhagem dos últimos jogos da série. É hoje o líder incontestado dos FPS´s, produz quase sempre os melhores jogos do ano e o único defeito que se pode apontar é ainda faltar tanto tempo para o próximo jogo.

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