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Crysis 2 – À beira do abismo Abril 26, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Tal como em muitos outros jogos de tiros, “Crysis 2” não tem na história o seu ponto mais forte. Aliás, a imaginação não foi o forte da Crytek, produtora do jogo, quando decidiu passar da selva para o ambiente citadino. A escolha recaiu em Nova Iorque e o ponto de partida fala-nos de uma “Big Apple” em quarentena devido a uma pandemia de uma doença extraterrestre. Preso no meio desta quarentena está Alcatraz, um fuzileiro com nome de prisão e com a responsabilidade de salvar a humanidade. E pronto, eis a desculpa para destruir Nova Iorque a torto e direito.

Mais uma vez, para quem está familiarizado com o a saga “Crysis”, a armadura Nanosuit é a grande ajuda do protagonista. Fornece poderes únicos, como a invisibilidade, força extra, velocidade supersónica e maior capacidade para aguentar os ataques dos adversários. E estes são muitos. Desde as forças alienígenas até a uma força paramilitar que se quer apoderar dos segredos do Nanosuit. Apesar da vantagem concedida pela armadura, não se pense que Alcatraz é invencível. Ele é um homem só contra tudo e todos. Logo, só com muita táctica é possível levar a missão a bom porto que é como quem diz não basta apertar o gatilho, é necessário pensar na forma de actuar. Entre acções furtivas, avanços lentos ou utilizar locais de protecção, o jogador terá de ter em conta que os inimigos não se limitam a atirar de peito aberto às balas, mas são suficientemente inteligentes para serem adversários de nível superior.

Nas cerca de 10 horas que demora a campanha a solo, o jogador tem à sua disposição um arsenal de respeito, com armas para todos os gostos e feitios e que vêm complementar as habilidades concedidas o Nanosuit. Onde “Crysis 2” bate quase toda a concorrência é na qualidade gráfica. O ambiente criado em Nova Iorque é fantástico. Parece que estamos a jogar dentro de um filme de acção, com imagens quase cinematográficas. E quem puder usufruir da vertente 3D vai ainda tirar maior partido do visual do jogo, com imagens de nos deixar de boca aberta.

Outro ponto forte de “Crysis 2” é o modo multiplayer. É fundamental a forma como o jogador demonstra as suas qualidades em acção. Tudo porque existe um sistema de pontuação que permite atingir o topo máximo de 50 níveis. Quem prefere uma táctica “low profile”, onde reina a acção furtiva, os pontos concedidos permitem mais tempo de invisibilidade. Quem prefere partir a loiça toda, então os pontos vão para a capacidade de resistência. Ao mesmo tempo, quem capturar mais chapas de identificação ganha bonificações, o que obriga os “campistas” a deixarem os seus esconderijos e arriscarem um pouco.

Resumindo, “Crysis 2” é um real candidato a FPS do ano, com um visual do melhor que já se fez nos videojogos e um entusiasmante modo multiplayer. È pena a narrativa ser demasiado banal, mas pode ser que a terceira edição da saga traga surpresas.

Comentários»

1. Pedro Ribeiro CET - Maio 23, 2011

Gosto, mas acho mais fraquinho em relacao ao ultimo!


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