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Virtua Tennis 4 – Ténis virtual Maio 17, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Por muitos jogos que tentem representar a realidade do ténis, a série “Virtua Tennis” continua a ser a mais equilibrada. Não é perfeita, longe disso, mas tem na jogabilidade o seu grande ponto forte, o que faz toda a diferença num jogo deste género. O principal modo de jogo, o World Tour, sofreu modificações de vulto, mas não foram para melhor. Nesta quarta edição, o jogado cria uma personagem e tenta alcançar o topo do ranking. Até aqui, nada de novo. As novidades estão na forma como tem de alcança-lo. Se dantes andava à volta do mundo, todas as semanas, em busca de um torneio para evoluir, agora as coisas são feitas de forma diferente. A progressão no globo é feita através de uma espécie de jogo da glória, com cartões que servem para avançar numa espécie de casas. Nelas podem jogar-se torneios, os tradicionais mini-jogos, amealhar estrelas que servem para subir no ranking ou depararem-se com situações estranhas que fazem perder as estrelas que foram sendo amealhadas, como acidentes inesperados.

O sistema de progressão obriga a tomar decisões, pois existem caminhos alternativos que o jogador deve escolher. Nestes terá de ter em atenção a condição física e os dias que tem até chegar a um torneio. Se chegar atrasado, perde estrelas. Se chegar com baixa condição física, vai reflectir-se na forma de jogar, com movimentos mais lentos. A maior crítica neste sistema está na forma de entrar nos torneios. Se o torneio de final de época tem entrada garantida, já os intermédios exigem um número mínimo de ranking para entrar. Contudo, esse mínimo é quase utópico, o que leva o jogador a passar uma época quase sem jogar torneios de nível e a desgastar-se em torneios mínimos, jogos de exibição ou nos mini-jogos. Para piorar a situação, o “World Tour” divide-se em quatro temporadas, uma para cada torneio do Grand Slam, e no fim da quarta temporada termina o modo. Ou seja, ou se atinge o topo em 4 temporadas ou começa tudo de novo, o que é deveras frustrante.

Na jogabilidade, tudo se mantém escorreito, em que a condição física e o evoluir das aptidões físicas e técnicas são fundamentais para as movimentações e pancadas dentro do court. Existe agora uma espécie de pancada fatal, em que antes do jogador bater na bola, o jogo entra em câmara lenta para mostrar a pancada de perto e avança logo de seguida. Como resultado, quando esta situação acontece com o adversário é quase ponto perdido na certa.

“Virtua Tennis 4” tem ainda os habituais modos árcade e online, que não foi testado devido ao problema de segurança da Playstation Network. Em termos gráficos, esta versão é uma desilusão, pois pouco ou nada evoluiu em relação ao antecessor. Os grandes nomes dos ténis, como Nadal ou Federer têm algumas falhas na representação e o motor de jogo engasga-se algumas vezes, o que chega a ser irritante ver o jogador reagir passados alguns segundos de apertar o botão ou utilizar o manípulo de movimentação. Também o som continua a deixar muito a desejar. Em suma, “Virtua Tennís 4” mantém uma boa jogabilidade, melhora alguns aspectos no “World Tour”, mas piora outras, e pouco evolui na vertente gráfica. Para quando uma edição que rompa totalmente com o passado?

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