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Under Siege – À grande e à portuguesa Julho 6, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Encontrar um bom jogo de estratégia em tempo real para as consolas da nova geração é quase uma miragem. É um género que nunca se conseguiu adaptar na perfeição aos comandos das consolas. Tendo como ponto de partida este cenário pouco atractivo, a Seed Studios, uma produtora portuguesa, colocou mãos à obra e decidiu investir neste género. Com a particularidade de criar o jogo em exclusivo para a PS3, apenas disponível através da Playstation Network.

O modo história, capaz de deixar o jogador umas boas horas agarrado ao comando, fala da visão de Ingvar, um grande guerreiro, em criar um sítio onde todos pudessem viver em segurança e paz. E assim, nasceu a Cidadela, uma cidade fortificada. Passados alguns anos, Ingvar deixa o poder subir-lhe à cabeça e tudo muda. E uma guerra tem início, entre traições e jogos diplomáticos.

O jogo não inova muito no género. Significa que há facções em combate, lados a escolher, unidades para comandar, mapas extensos. Enfim, muita estratégia, muitos combates, muito para pensar e actuar. O grande desafio da Seed Studios era adaptar todos estes movimentos ao comando da PS3, o Dualshock, para que tudo fosse simples e intuitivo. E o resultado final é muito positivo. Com um simples apertar de um botão é possível comandar uma unidade ou várias, conferindo-lhe diversas acções como combater, mover, entre outras acções. Por outro lado, a câmara do jogo ajuda no desenvolvimento da acção, sempre com uma perspectiva aérea bem conseguida, acompanhando sempre os principais focos de movimentações.

Para além do modo história, a Seed Studios incluiu mais dois modos, que aumentam consideravelmente a longevidade do jogo. O modo Criação oferece um poderoso editor que é quase um jogo dentro de outro. É possível criar quase tudo, desde o terreno das batalhas até ao comportamento das personagens criadas. Ao mesmo tempo, ainda é possível partilhar estes conteúdos criados com outros jogadores, o que torna o “Under Siege” num título que pode ser jogado indefinidamente. O modo online mostra uma nova dimensão do jogo, com versões competitivas e cooperativas até dois jogadores.

Onde “Under Siege” é mesmo acima da média é no aspecto visual. Existe um cuidado enorme no design das personagens. Os cenários são fabulosos a nível visual, apesar de pouco pormenorizados. Ainda assim, existe uma grande variedade de ambientes e muita cor, num motor de jogo que raramente dá parte fraca. A banda sonora também tem qualidade, mas pouco diversificada, faltando mais diálogos. Mas os que existem, cumprem a função.

Resumindo, “Under Siege” é uma boa primeira aposta da Seed Studios, provando que Portugal tem matéria-prima para dar cartas nesta indústria, acabando por produzir um jogo que pode ser considerado uma referência no género, o RTS, nos jogos de consola.

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