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F.E.A.R. 3 – O medo regressa Agosto 15, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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A segunda edição desta saga tinha confirmado que o jogo inicial não tinha sido um engano. Terror do mais puro e duro era anunciado e as expectativas foram cumpridas. A segunda sequela mostra um jogo mais equilibrado ao nível do terror provocado, mas compensa com algumas novidades na jogabilidade.

Para quem nunca teve a oportunidade de entrar neste universo, Alma é uma mulher com graves distúrbios psíquicos e que inferniza a vida de todos. Para ajudar ao seu estado, nesta terceira edição vamos encontra-la grávida, novamente, regressando também os seus dois filhos, Point Man e Paxton Fettel. Desta vez, não andam à bulha, antes pelo contrário. Iniciaram uma aliança e é aqui que surgem as novidades, pois o controlo das duas personagens, mostra diferentes formas de jogar. Point Man é um duro de arma sempre pronta a disparar, ao bom estilo de um típico FPS. A sua habilidade mais conhecida é o “slow mo”, momento em que a câmara entra em modo lento, sendo mais fácil acertar nos adversários, ao mesmo tempo que os imobiliza.

Já Fettel tem outra personalidade, ou não fosse um fantasma, e ainda por cima com um feitio irascível. Fettel tem capacidades psíquicas que lhe permite controlar a mente dos adversários ou simplesmente tira-lhes a gravidade. Ainda pode disparar armas de plasma, para compor o ramalhete. O grande problema está no controlo de Fettel, pois só é possível no modo cooperativo ou em missões já completadas. Mas, mais vale uma pequena novidade que nenhuma. Outra novidade está na introdução de um sistema de acumulação de objectivos, em que se completam algumas tarefas, como recolher munições, e vão-se acumulando pontos de experiencia. Estes servem para melhorar o ranking ou mesmo aumentar o tempo do “slow mo”.

Para além do modo campanha, a Day 1 Studios, produtora do jogo, conseguiu aliar dois excelentes modos. O cooperativo permite controlar as duas personagens, Point Man e Fettel, que de tão diferentes, complementam-se e torna a jogabilidade divertida. Já o modo online mostra a preocupação em não cair em mais do mesmo. “Contractions” coloca o jogador contra hordas de inimigos. “F**king Run” desafia uma equipa de quatro jogadores a percorrerem um mapa e matarem tudo o que encontram e, ao mesmo tempo, evitarem a parede da morte de Alma. Se algum jogador for apanhado, morrem todos. Em “Soul Survivor” é também jogado numa equipa de quatro, onde um é um espírito e procura capturar almas para matar os outros jogadores. “Soul King” difere do anterior por serem todos espíritos e matarem-se uns aos outros.

Uma das vertentes mais fortes da saga sempre foi o aspecto visual. Este é o jogo onde os ambientes são menos assustadores, pois a imprevisibilidade perdeu-se um pouco. Ainda assim, os cenários acabam por assustar em alguns trechos, onde as imagens tremidas ajudam a criar ambiente. Mas, a saga começa a necessitar de uma lavagem gráfica com urgência, o mesmo já não se pode dizer da banda sonora que continua a em grande forma.

“F.E.A.R. 3” introduz algumas novidades interessantes, mostra um modo cooperativo divertido, modos on-line diferentes, mas perdeu parte do seu encanto, que é como quem diz, já não deixa tantos cabelos da nuca eriçados.

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