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Shadows of the Damned – Humor negro Agosto 29, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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As grandes mentes criativas dos videojogos estão no Japão. De quando em vez, lá surge uma ideia estranha, que primeiro estranha-se e depois entranha-se. É o caso de “Shadows of the Damned”, um surpreendente jogo de acção, com uma vertente muito interessante de “third person shooter”.

A qualidade deste jogo começa logo pelos intervenientes na sua produção, como Shinji Mikami, criador do mítico “Resident Evil”, ou Akira Wamaoka, responsável pela banda sonora da série “Silent Hill”. Quanto à história, ela centra-se em Garcia “Fucking” (não é gralha…) Hotspur é, tal como o seu nome indica, mexicano e tem uma profissão muito alternativa, caça demónios. A sua vida entra literalmente num inferno quando Fleming, senhor do Mal, lembra-se de levar a namorada de Garcia, a bela Paula, para os quintos dos infernos. Ora, Garcia que também tem mau feitio e uma paixão assolapada por Paula, parte numa missão suicida de salvamento, em conjunto com Johnson, mais uma personagem caricata, um antigo demónio provavelmente vindo de terras de Sua Majestade.

Como se vê, a história não é inovadora, sendo até muito similar a “Dante’s Inferno”. Mas, é na jogabilidade e no ambiente criado que “Shadows of the Damned” é bom e diferente. Na jogabilidade, apresenta-se um “third person shooter” em que a movimentação é ajudada por uma mira laser e em que se pode disparar enquanto se corre. A mira é, de facto, uma grande ajuda, pois um shooter deste género, com uma visão na terceira pessoa, aumenta a necessidade de precisão no momento do disparo. Por outro lado, em “Shadows of the Damned” ter um parceiro significa mesmo ter ajuda e não um emplastro que atrapalha mais que apoia. Johnson é um excelente guia do inferno, para além do arsenal que possui que é, no mínimo, inovador. Senão vejamos, uma pistola que dispara ossos, outra cujas munições são caveiras ou outra ainda que em vez de balas, utiliza… dentes de demónios! Para ajudar à festa, a única forma de recuperar vida é através de bebidas alcoólicas espalhadas pelos cenários.

Depois desta descrição toda, quem leu esta análise já se apercebeu que “Shadows of the Damned” é totalmente diferente do que já jogou até agora. Agora junte-se um ambiente louco, com piadas a todo o momento, caras de bebés como seguranças de portas ou posters que vão contando a história de forma divertida e temos um dos melhores ambientes criados para um videojogo. Depois, a banda sonora é também um excelente complemento, tal como as vozes e os excelentes diálogos.

Resumindo, “Shadows of the Damned” está cheio de predicados, muitas inovações, mas peca por ter uma longevidade relativamente curta, cerca de uma dezena de horas, e um aspecto gráfico que deve ser claramente melhorado numa próxima edição.

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