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Driver: San Francisco – Alta velocidade Setembro 3, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Quem nunca viu um filme onde San Francisco fosse palco de alucinantes perseguições automóveis pelas famosas encostas da cidade e com os saltos que arrepiam nuca de qualquer um? Muitos poucos. Para quem sempre teve o secreto desejo de estar metido numa perseguição do género, chegou a sua oportunidade. “Driver: San Francisco” coloca o jogador no papel do detective Tanner, numa história recambolesca e difícil de “engolir”. Vejamos: Tanner, no último episódio da série, espeta-se contra um carro blindado conduzido pelo senhor do crime, Jericho e entra em coma. No entanto, vai conseguir, mesmo neste estado, vai conseguir perseguir Jericho e neutralizar uma ameaça terrorista. Como? Porque consegue “viver” através dos corpos de pessoas ligadas a Jericho! Bastante verosímil!

Deixemos a história de lado, que já vimos que não é o melhor do jogo, e passemos ao que interessa, a condução. Aqui sim, “Driver: San Francisco” é um mimo e um regalo para a vista. Como dá gozo conduzir neste jogo e colocar um carro a entrar em derrapagem em curva e conseguir controlá-lo. Sim, porque os produtores do jogo deitarem os pozinhos de árcade na acção para não torna-lo num simulador de corridas. Por outro lado, o jogador pode escolher, a qualquer momento, outro carro para conduzir, desde reboques a outros de maiores dimensões, tudo é permitido. É uma espécie de concessionário “à la carte” em plena via pública. A mecânica do jogo desenvolve-se por missões, no modo principal, sendo elas bastante diferentes e com objectivos para todos os gostos. Desde fugir a carros arremessados por Jericho até controlar o carro de Tanner através de um carro que o persegue, muito há para fazer. Pelo meio, colisões, ultrapassagens e muitos mais para quem gosta de conduzir que nem um louco, mais ou menos ao estilo português.

Para além das missões, existem desafios que vão sendo desbloqueados e funcionam como um complemento à história principal. Existem inúmeros desafios para superar como simples corridas até grandes saltos ou os famosos “takedowns”. É ainda possível artilhar o nosso automóvel através dos pontos recolhidos durante as missões. Quanto ao que podemos ter na garagem, os bólides podem variar entre Lamborghini, Maserati, Audi entre muitos outros.

Em termos gráficos, “Driver: San Francisco” oferece pormenores deliciosos. Encontramos uma cidade de San Francisco desenhada quase na perfeição e nem a mítica Chinatown falta aqui. As cenas ao pôr-do-sol são deslumbrantes, com uma luz única e bem conseguida. Também os carros presentes estão bem desenhados, com as colisões a provocarem danos visíveis e que vão sendo acentuados com as colisões posteriores.

Resumindo, “Driver: San Francisco” é mais que um simples jogo de corridas. Apesar do modo história se esgotar em pouco mais de seis, sete horas, os desafios existentes promovem muito mais horas de jogo. A história podia ser melhor, mas onde o jogo é mesmo bom é na mecânica e na forma como se conduzem os carros, bem mais divertida que os simuladores de corridas.

 

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