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Gears of War 3 – Violento, mas com classe Setembro 20, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Xbox 360.
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Jogabilidade única, design fantástico, multiplayer poderoso. Numa pequena frase é assim que se pode resumir “Gears of War 3”, numa descrição quase perfeita que um jogo deve ser. Mas há muito mais para dizer sobre esta obra-prima criada pela Epic, que anos após ano, continua a premiar os jogadores com esta saga.

Começando pela história, Marcus Fenix continua, como não podia deixar de ser, como o grande protagonista desta história. Não é muito complexa e fala novamente nas dificuldades de sobrevivência dos humanos, após a queda de Jacinto, e na ameaça que são os Locust, entre outros inimigos. E quanto ao resto, fica no segredo dos deuses, pois a Microsoft não quer revelar muitos pormenores do enredo para evitar pormenores falsos.

Vamos ao que interessa, ou seja, à jogabilidade. Aqui, em relação aos jogos anteriores, a Epic não introduziu grandes alterações. Para quem não sabe, a série GoW possui o melhor sistema de cobertura que pode ser visto num FPS. O que significa que não se pode avançar tipo Rambo, mas com mais estratégia e muita cabeça. Talvez as maiores novidades neste campo estejam num arsenal renovado, com a introdução de algumas armas interessantes e que vão deixar água na boca. O Retro Lancer e um lança granadas que pertence aos Locust são duas boas novidades, mas o jogador tem ainda a possibilidade de construir armas “à medida”.

Onde “Gears of War 3” é imbatível é no aspecto gráfico. O motor de jogo, o famoso Unreal Engine, continua a carburar na perfeição, com cenários que nunca mais acabam, cores fortes, iluminação melhorada. Existem mais objectos destrutíveis e os locais de cobertura podem não oferecer a segurança que se julgava, o que implica algumas alterações na forma de progredir no terreno.

Já nos modos de jogo, destaque para o novo árcade, onde a vitória final é atingida por quem consegue mais pontos no fim da cada capítulo. No modo campanha, existe ainda a possibilidade de jogar de forma cooperativa, sempre com mais três fiéis parceiros do esquadrão Delta. O multiplayer está ainda mais forte, sendo aqui que grande parte dos jogadores vão dedicar mais tempo a “Gears of War 3”. De modo a que os combates sejam mais equilibrados, foram melhorados pormenores como armas ou servidores, bem como a forma de progressão. Pontos dão direito a desbloquear itens para as armas, medalhas ou skins, cumprindo sempre objectivos que são propostos. Um ponto negativo que pode vir a surgir, é a ameaça de vários DLC pagos, o que pode contribuir para uma menor democratização do modo multiplayer. As maiores alterações nos modos estão no Capture the Flag, onde existe um objectivo para proteger, e o TDM, com 20 vidas para cada equipa, em que perde a primeira que é derrotada. Os fãs vão gostar bastante do modo Horde 2.0, em que cada Locust eliminado dá moedas que servem para adquirir munições, sistemas de cobertura ou simples iscos para os atrair em cada horda de Locust que ataca. Já o modo Beast pode dizer-se que é o oposto do Horde, pois coloca o jogador na pele de um Locust, que procura eliminar humanos em contra-relógio.

“Gears of War 3” é tudo o que se esperava, excepto no capítulo narrativo, onde fica tudo demasiado aberto, quase como que à espera de uma nova sequela, quando se pensava que fecharia aqui a trilogia narrativa. No entanto, a jogabilidade, a beleza e qualidade gráfica e o arrebatador e poderoso modo multiplayer colocam o jogo entre a galeria dos melhores de 2011.

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