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Deus Ex Human Revolution – Homem ou máquina? Setembro 29, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Há muito que as expectativas eram alimentadas, principalmente através de fenomenais trailers que deixavam sempre água na boca. Desde sempre que o nome “Deus Ex” é considerada uma série de culto, talvez pela qualidade e tema da série, onde se aborda quais as fronteiras entre Homem e máquina ou se existe mesmo essa fronteira. Assim, não é de admirar que o anúncio de uma versão de “Deus Ex” para as consolas da nova geração deixasse uma grande expectativa na indústria. “Deus Ex Human Revolution” valeu realmente a espera e confirma o que os trailers já anunciavam, é um jogo fenomenal, até agora o melhor do ano, na nossa opinião.

A narrativa leva o jogador a factos anteriores do jogo original. Estamos em 2027 e Adam Jensen é chefe de segurança da Sarif Industries, que desenvolve as Augmentations, próteses humanas. Um ataque de um grupo armado às instalações da empresa em busca de uma descoberta que pode ter grandes implicações na vida humana, coloca Adam entre a vida e a morte. No corpo de Adam são implementadas diversas próteses, desenvolvendo grandes capacidades físicas e psicológicas, sendo enviado para perseguir quem atacou a Sarif. No entanto, outros segredos se escondem e muito há para descobrir. Só pela história se vê que estamos perante um jogo de qualidade, mas esta continua em outros campos.

A escolha é uma constante durante a acção. O jogador terá de tomar decisões constantemente e todas elas vão influenciar o desenrolar do jogo e afectar todas as personagens, num sistema que utiliza diálogos para a tomada das decisões. Depois existem duas vertentes a explorar, uma de FPS e outra de RPG. Como shooter, “Deus Ex Human Revolution” é um dos melhores que encontramos no mercado. Os nossos olhos são os olhos de Adam e este avança, conforme as decisões tomadas. Se a opção recair no recurso às armas, então temos o tal FPS, com um bom sistema de cobertura que, quando accionado passa Adam para a terceira pessoa. Apesar de utilizar as próteses, Adam não é imbatível, logo é preciso alguma táctica para avançar. A luta corpo-a-corpo é outra vertente a explorar, principalmente em ataques mais silenciosos.

A vertente RPG entra quando Adam tem sucesso nas missões ou através de momentos mais espectaculares que vão conceder Praxis Points. Estes servem para melhorar as próteses, ou seja, cada parte do corpo de Adam, sejam pernas, olhos, braços ou mesmo adquirir habilidades como invisibilidade temporária. Os Praxis Points permitem ainda aumentar a capacidade de bagagem de Adam, podendo transportar mais armas ou munições. Fora destas duas características, o jogador pode ainda encontrar uma vertente de exploração, procurando algumas pistas, ou então jogando o Hacking, uma espécie de jogo alternativo, onde se procura fazer algum trabalho de pirataria informática.

A nível visual, “Deus Ex Human Revolution” é um regalo para a vista. Tudo foi produzido até ao mais ínfimo pormenor, desde os cenários ao ambiente que se vive no jogo, onde há uma mistura bem conseguida entre a cultura humana e a máquina. Num jogo com diálogos, o som ganha importância acrescida e também este foi trabalhado na perfeição, onde as personagens têm tons de acordo com a sua personalidade, uns mais agastados, outros mais fortes, outros ainda mais alegres. Para adensar ainda mais o ambiente futurista, a música composta por Michael McCann assenta na perfeição. “Deus Ex Human Revolution” apenas dispõe de modo solitário. Mas nem por isso perde longevidade. Tudo porque o sistema de progressão baseado em decisões leva a que a acção tenha uma duração de muitas horas, que podem ser multiplicadas sempre que o jogador começa a jogar de novo e procura caminhos novos, levando para dimensões novas.

O que torna este jogo excepcional acaba por ser a mistura quase perfeita de géneros, com uma narrativa muito forte e um aspecto visual fantástico. Ao mesmo tempo, os vários finais que o jogo pode ter, através do brilhante sistema de progressão, deixa a certeza que “Deus Ex Human Revolution” pode não ser o melhor jogo de sempre, mas é o melhor do ano, na nossa opinião.

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