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Call of Duty: Modern Warfare 3 – Fórmula de sucesso Dezembro 2, 2011

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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Há dois anos, muitos ficaram em pulgas para saber o que iria acontecer a John “Soap” MacTavish que, após uma alucinante perseguição de barco ficou às portas da morte após um confronto físico com um inimigo. Finalmente a espera terminou, pois “Call of Duty: Modern Warfare 3” já começou a deslindar o que se passou no episódio anterior. Para quem ainda não jogou ou teve acesso ao jogo, não vamos revelar muitos aspectos da história. Podemos dizer que personagens como o Capitão Price estão de volta, mas há novidades nas personagens jogáveis como é o caso de Derek “Frost” Westbrook ou o já conhecido Sandman. Há ainda Yuri, um russo que vai dar um jeito enorme para resolver este conflito. Sim, porque Vladimir Makarov continua a ser o vilão de serviço e a destruir o mundo com a sua sede de poder. Pode ainda dizer-se que a passagem entre personagens é agora mais compreensível, apesar de continuar a não existir uma exploração muito profunda de cada personagem.

Se já gostaram da acção frenética de “COD: MW2”, então não vão sentir aqui qualquer diferença. Não há espaço para respirar, pois as missões sucedem-se a um ritmo alucinante, sempre na expectativa do que “vamos fazer agora?”. Desde colocar cargas explosivas num submarino até combates aéreos em plenos céus de Nova Iorque há muito para fazer. Paris, Londres, Moscovo, Serra Leoa ou Somália são outros cenários de combate, onde há combates de guerrilha, veículos para conduzir, bombas para explodir. Enfim, descanso só mesmo quando se faz “Save and Quit”. Apesar de tudo isto, o modo Campanha continua demasiado curto para os jogadores que apenas adquirem o jogo pela vertente a solo. Uma situação a rever pela Activision.

Saindo do modo Campanha, o Spec Ops continua a ser uma opção interessante para a vertente cooperativa, mas também para jogar a solo. Há mais mapas, mas também um modo novo, o Survival, onde se combate contra vagas de inimigos e se ganha créditos para adquirir as já conhecidas “perks”, armas ou outros equipamentos.

E finalmente chega-se ao modo mais acarinhado pelos fãs, o multiplayer. Basicamente, é um jogo dentro de outro. Para começar, foram introduzidos três novos pacotes que se destinam a diversos tipos de jogadores. Temos o Assault Package, para aqueles que conseguem matar a torto e a direito, pois se conseguirem manter-se em combate sem morrerem têm direito a fazer ataques com os Predator ou os Drones. Se o jogador optar por um perfil mais altruísta, então o Support Package é o ideal, pois permite ajudar os outros e manter-se sem morrer. Já o Specialist Package serve essencialmente os profissionais dos FPS’s e oferece uma perk a cada duas mortes. Com estes sistemas, privilegiam-se todos os tipos de jogadores e não apenas aqueles que eram os campeões das mortes. Também as perks foram revistas e existem algumas novas, como o Blind Eye, e outras foram removidas, como o Last Stand.

Nos modos de jogo, o multiplayer estreia o Kill Confirmed, onde só após recolher a Dog Tag de um inimigo morto é que a morte é válida, mas com a possibilidade de virar a situação a favor da equipa perdedora se recuperar a chapa de identificação. Outra estreia é o Team Defender, onde se adquirem pontos sempre que se recolher a bandeira e ela não voltar a cair nas mãos do adversário.

Outra novidade é o “Call of Duty Elite”, uma espécie de rede social do jogo, com estatísticas, partilha de conteúdos e ligação a outras redes sociais. A nível gráfico, a série continua irrepreensível, com cenários muito bem construídos, a luz no ponto certo e uma câmara de jogo que nunca destoa. Mesmo a IA continua muito equilibrada, pelo menos no que toca a comandar os nossos irmãos de armas. Já os inimigos continuam a não terem as melhores opções estratégicas, mas isso é lá com eles. Também a banda sonora continua poderosa e é uma preciosa aliada a criar ambiente durante as missões. “Call of Duty: Modern Warfare 3” não surpreende tanto como o episódio anterior que foi uma grande pedrada no charco no género. Contudo, mantém tudo de bom que vinha de trás, melhora a experiência multiplayer e introduz uma vertente social no jogo. Fica a questão, ainda falta muito para chegar o episódio 4?

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