jump to navigation

Need For Speed: The Run – A grande corrida Dezembro 23, 2011

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
trackback

Em 1976 surgiu no cinema o filme “Cannonball!”, que nos falava de uma corrida ilegal, que atravessava os EUA, com carros de sonho e com uma única regra: quem chegasse em primeiro era o vencedor. “Need For Speed: The Run” traz de volta o imaginário para quem viu o filme, pois as premissas são muito idênticas.

No jogo, o papel principal pertence a Jack Rourke que se envolvido com uma mafia a quem deve dinheiro que não tem. Entra assim numa corrida ilegal que se disputa da Costa Oeste à Costa Leste dos EUA, com grandes carros, paisagens espectaculares e o habitual toque feminino. As intenções até são boas e o jogo até começa com o pé direito, mas depois derrapa na forma como a história é contada. A cena inicial, onde Jack está à beira de ser empalado com o seu carro numa sucateira abre o apetite. O pior é que depois, as cenas de ligação vão escasseando e as personagens são apresentados quase à força, sabendo-se muito pouco sobre elas.

Mas vamos ao que interessa, a condução. Aqui “Need For Speed: The Run” é um arcade puro e duro, não oferecendo grandes dificuldades de condução. A quantidade de carros licenciados é enorme, entre BMW, Ford, Porsche, Aston Martin, Nissan e muitos outros, com ausência da Ferrari. Existem diferenças mínimas na condução dos vários tipos de veículos, mas nada de extraordinário. Já os cenários por onde passa a corrida são de cortar a respiração. Montanhas, deserto, cidades, neve, chuva, há-de tudo um pouco. O Frostbite 2, o motor de jogo, mostra todas as suas potencialidades, com gráficos de grande qualidade, apesar de alguns circuitos nocturnos necessitarem de mais visibilidade.

O modo de progressão é feito por etapas, onde o jogador tem de ultrapassar diversas missões, que podem ser ganhar posições na corrida, bater o relógio derrotar rivais entre outras. Depois vem o já conhecido sistema Autolog que é alimentado com pontos de experiência, que servem para levar o jogador a outros níveis de condução e desbloquear conteúdos. Melhorias nos carros não é possível, mas é possível ir trocando de carro durante a corrida. Para tal, basta parar nas diversas estações de serviço espalhadas pelo percurso, mas que surgem sem aviso prévio. Resultado, é necessário fazer “Reset” para voltar atrás e entrar na estação de serviço. E é aqui que o jogo tira o jogador do sério. Os “loadings” que procedem cada inicio de corrida já não lembram a ninguém, com tempos de espera de quase um minuto! É convidar o jogador a desistir de jogar. A experiência melhora na vertente multiplayer, com vários desafios e uma experiência de corrida diferente, pois a IA do jogo também não peca qualidade.

“Need For Speed: The Run” vale pela qualidade gráfica, pela poderosa banda sonora, os carros licenciados e a jogabilidade arcade. Mas, a pouca exploração da história e os eternos “loadings”, que cortam o ritmo ao jogo, fazem rapidamente perder o interesse por esta edição da série NFS, quando tinha tudo para inovar e deixar marca nos jogos de corrida.

 

Comentários»

No comments yet — be the first.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: