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Anno 2070 – À beira do fim Janeiro 15, 2012

Posted by nunomachado in Análises, PC.
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As preocupações ambientais chegaram aos videojogos. “Anno 2070” mostra-nos uma Terra completamente mergulhada num caos ambiental, precisamente no ano referenciado no título do jogo. O aquecimento global que hoje tanto é discutido levou ao aumento do nível da água do mar e mudou a face do nosso planeta. O papel do jogador será o de um conciliador entre as várias facções que se criaram e que disputam agora o poder no meio desta crise. O objectivo final é salvar a humanidade e rentabilizar da melhor forma possível os recursos que ainda existem.

Estamos perante um claro Real Time Strategy, com semelhanças dos saudosos “Sim City” ou “Civilization”, mas falta-lhe algumas nuances para atingir o sucesso e qualidade destes títulos. Os primeiros momentos em “Anno 2070” são os fundamentais para se amar ou odiar o jogo. E é precisa alguma dose de paciência para se gostar do jogo logo no início, pois a confusão é muita. Os menus oferecem tantas funcionalidades que nem se sabe muito bem por onde começar, o que fazer, quais as prioridades, enfim muita informação não significa boa informação.

Se na maioria dos RTS as unidades desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do jogo, em “Anno 2070” são as construções o mais importante. Quando se chega a um local para colonizar explorar recursos, a construção de infra-estruturas ganha especial importância, pois são estas que vão ser fundamentais para o desenvolvimento da colónia e vão estar interligadas. O problema é que esta interligação não é tão clara como deveria ser e confunde o jogador. E nem a espécie de tutorial que o jogo possui ajuda muito e só está disponível em inglês. Também muitas das missões são pouco esclarecedoras quanto aos objectivos, o que torna frustrante todas as iniciativas do jogador para as completar quando não se sabe muito bem o que se tem de fazer. Resumindo, falta um bom tutorial que guie o jogador no meio do emaranhado de acções que tem de produzir.

“Anno 2070” dispõe de três modos de jogo. A campanha, como habitual, leva o jogador até uma linha narrativa e vai seguindo essa história até ao fim, cumprindo os objectivos que se vão sucedendo. As missões individuais são semelhantes ao modo campanha, com a diferença em que se escolhe apenas uma missão e uma colónia e cumprem-se os objectivos que surgem. Por fim, o modo Contínuo tem como principal característica não ter fim, ou seja, o jogador vai levando a sua colónia até onde quiser, sem ter um objectivo final que o leve a terminar a acção. Existe ainda uma vertente online, mas que devido à complexidade do jogo e dos preparativos iniciais irá certamente afastar a maioria dos jogadores.

O aspecto gráfico não prima pela excelência, mas cumpre na íntegra os objectivos de um jogo que não tem grandes pretensões a este nível. Com as opções para tirar partido do máximo do visual do jogo, os cenários tornam-se agradáveis, com bastantes detalhes, variedade de construções, muita luz e cor. Já o som não aquece, nem arrefece, apenas ambienta, mas se não tivesse, também não se sentia a sua falta.

O princípio por detrás da produção de “Anno 2070” é bom, mas a execução final não foi a mais brilhante. O jogo é demasiado confuso, tem pouca acção e demora muito a “arrancar” e quando “arranca” a vontade de desistir já se instalou. Só mesmo para fãs de RTS e com muita paciência para construir e esperar.

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