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Twisted Metal – Palhaços diabólicos Março 27, 2012

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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O lado lunar dos palhaços volta a estar em destaque no mundo dos vídeojogos. Regressam do passado, onde já foram felizes e procuram agora rejuvenescer à custa de muita violência e uma linguagem de fazer corar qualquer um. “Twisted Metal” não é um título novo nestas andanças, é antes um produto da moda actual: velhos títulos, com a roupagem nova das consolas da nova geração. Ou uma forma mais fácil de produzir jogos, sem puxar muito pela imaginação e esperar que rendam lucros fáceis. Enfim, opções que por vezes fazem sentido, outras mais valia deixar ficar os velhos títulos no jazigo onde se encontravam. Felizmente, ressuscitar “Twisted Metal” foi uma boa ideia, apesar de não respeitar na totalidade o espírito do seu antecessor.

Em relação ao original, apenas três personagens podem ser controladas, Sweet Tooth, Mr. Grimm e Doll Face. Já Preacher, apenas é controlável no modo online. Cada um destes temíveis palhaços, que em nada nos fazem rir, tem as suas motivações para participar no Twisted Metal, um torneio que só podia vir de uma mente doentia, como Calypso, uma personagem que faz arrepiar a espinha. Parece que todos os loucos do mundo se juntaram para este torneio, mas pior ainda é que estão armados com carros artilhados de todas as maneiras e feitios e que o objectivo final é ser o único palhaço ao cimo da terra. O fio condutor que une todas estas pontas são as cenas em jeito de filme, com personagens reais em cenários imaginários. Já a ponta que ligava a história à acção do próprio jogo parece que ficou esquecida, pois falta uma ligação entre o que conta a narrativa e o que se faz na prática.

Como a história não entusiasma, passemos à mecânica de jogo e, aqui, as coisas mudam de figura. Com a devida distância, quase tudo é igual ao original, mas com a adaptação para os novos comandos das consolas. Ou seja, a acção primordial continua a ser nas arenas de combate, onde reina a confusão, existem armas que fazem inveja a muitos arsenais militares e os mais estranhos e mortais carros que existem. Cada veículo tem uma arma especial e outra de reserva, mas todas elas têm diferentes níveis de danos. Granadas e metralhadoras fazem cócegas nos carros com armaduras mais resistentes, já os mísseis rebentam com quase tudo em que acertam. É ainda possível recolher armas espalhadas pelos cenários, mas é necessário pensar antes de utilizá-las, pois podem não ser as mais adequadas para a “caldeirada” onde nos vamos meter.

Existem veículos  para todos os gostos e feitios. Desde o mítico carro de gelados de Sweeth Tooth, onde tem tudo… menos gelados, até ao novo helicóptero, que levanta carros no ar e os deixa cair em qualquer lado, muito há a escolher. Os mais rápidos são menos resistentes às armas, enquanto os mais lentos e maiores aguentam mais os impactos de todos os tipos. É uma questão de escolha e de gosto. Já a condução é acessível a todos, até aos condutores de fim-de-semana, em que o jeitinho ficou em casa. Existem ainda as tradicionais batalhas com os bosses, ou para quem não está muito familiarizado com esta terminologia, são aqueles adversários chatos como tudo porque dão o dobro do trabalho para derrotar. E, se não existissem modos multiplayer, “Twisted Metal” era dos jogos que merecia ficar apenas nas recordações.

Felizmente, há mais modos para além da campanha principal e o pessoal agradece. Existem modos para jogar em rede local ou ecrã dividido ou online. Se o “Deathmatch” ou o “”Last Man Standing” não diferem muitos de outros FPS, já o “Hunted” ou o “Nuke” são dois dos modos que fazem valer os euros que se gastam em “Twisted Metal”. O modo “Hunted” coloca o jogador a caçar um alvo específico e, quando este é capturado, passa de caçador a caçado. Já o modo “Nuke” junta duas equipas, em que uma procura capturar inimigos controlados pela IA do jogo e, se a tarefa for bem sucedida, no fim podem lançar um míssil para destruir o símbolo da equipa adversária. Juntar amigos ou desconhecidos para brincar com palhaços tresloucados ao volante de máquinas assassinas acaba por ser um divertimento, doentio, mas emocionante.

Visualmente, “Twisted Metal” não decepciona. Os palhaços são realmente assustadores e nunca irão actuar no Circo Chen, enquanto os veículos também seriam bem-vindos para circular nas nossas SCUTS e fazer umas quantas manifestações. Os estragos que iriam provocar… Tudo é muito detalhado e ainda por cima os cenários são destruíveis, aumentando ainda a nossa  insanidade virtual. Para ajudar à festa, a banda sonora é do mais negro que se pode encontrar nos vídeojogos, com nomes como Judas Priest ou Iggy Pop.

Razões para comprarem este jogo há umas quantas. Se são saudosistas do original “Twisted Metal”, esta nova versão não envergonha o original. Apresenta um multiplayer que diverte e um ambiente sombrio bem construído. Difere ainda da carrada de FPS’s que existem actualmente, mantendo uma jogabilidade única. Contudo, a campanha é sofrível, a história pouco ou nada adianta e o conteúdo para desbloquear, e é muito, exige horas a mais, tal o nível de dificuldade dos níveis mais avançados. Somado e baralhado, se gostam de palhaços assassinos, armados até aos dentes, com veículos surreais e boa banda sonora, este é o jogo que procuram.

Avaliação:

Não percas tempo com este jogo!

Joga uma vez e arruma na prateleira.

√ Se não tiveres mais nada que fazer é um bom divertimento.

 Estou a jogar há três dias e ainda não me cansei!

Até pagava o dobro por este jogo!

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