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Mass Effect 3 – Salvador da galáxia Abril 14, 2012

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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A história costuma recordar os melhores e ter tendência a esquecer os piores. “Mass Effect” vai ficar na história da indústria dos vídeojogos, na categoria dos melhores e a ter o seu lugar no coração dos milhões de fãs que tem por esse mundo fora. E tudo porque a Bioware e a Microsoft criaram uma saga com cabeça, tronco e membros, sendo um daqueles jogos que “agarra” o jogador por tempo indeterminado. Esperemos que a saga não termine neste terceiro episódio e que, à semelhança de “Star Wars”, nos brindem com mais uma ou duas trilogias.

Para o sucesso da saga muito contribuiu o carisma da personagem principal, o Comandante John Shepard, uma lenda viva no mundo dos vídeojogos. A sua demanda por salvar a galáxia é apaixonante, uma espécie de herói antigo numa época vanguardista. E o melhor de tudo é que podemos continuar a história do episódio anterior, utilizando o “save” de “Mass Effect 2”. Mais uma vez, o sistema de causa/efeito vai funcionar, pois todas as acções que o jogador tomou no segundo episódio, vão influenciar este terceiro capítulo. Só mesmo “Mass Effect” para permitir esta continuação da história. Sendo que esta é um dos pontos mais fortes do jogo, não vou destapar muito o lençol, deixando alguns mistérios por revelar. Em traços muito gerais, o protagonista, Shepard, está preso e perdeu a licença. Mas é o único que pode salvar a Terra do ataque final efectuado pelos velhos inimigos, os Reapers. Para os derrotar, Shepard procura a solução fora do planeta Terra, viajando pela Galáxia. Está dado o ponto de partida, para dias e dias de acção e aventura, onde existem missões principais e extras e muito mais.

“Mass Effect 3” continua a ser um RPG de grande qualidade, mas mantém também um enfoque muito grande nos combates, algo que já tinha sido introduzido no segundo episódio da saga. A vertente RPG é assegurada pela densidade das personagens, algo tão bem feito que poucos jogos atingem este nível. Algumas produções de Hollywood podiam vir aqui aprender como se constrói uma narrativa apaixonante, com excelentes personagens e diálogos de grande nível e com influência directa no desenrolar da acção. A interpretação das personagens é que podia ser melhor, ou seja, alguns diálogos dizem logo ao que vamos: se somos o lado Bom ou Mau da história. Como bom RPG que se preze, há muito para explorar, apesar de a dimensão da Galáxia ter encolhido do segundo para o terceiro episódio. Deve ter ido à lixívia… Por outro lado, a Bioware resolveu dificultar ainda mais a tarefa do jogador e sempre que se utiliza a sonda para procurar recursos, os Reapers sabem e vão ao nosso encontro para fazer estragos. Mauzinhos, os senhores produtores que assim nos obrigam a mais confrontos, apesar de aqui e ali ser possível esquivar-mo-nos dos Reapers.

Entrando agora na vertente de combate, “Mass Effect 3” mostra que está cada vez mais híbrido, apesar de continuar com um poderoso RPG. No entanto, os combates na terceira pessoa são já um peça quase tão fundamental como o restante, o que acaba por agradar a todos aqueles que não são grandes amigos de RPG’s puros e duros. Até nos combates, a saga inova, pois não são apenas as armas que fazem estragos, mas também os vários poderes que as personagens detém, que fazem levitar inimigos, como Liara, entre outros, que acabam por ser um excelente complemento às armas. Tudo depende da classe que é escolhida ao início para Shepard. O Soldier é uma versão mais belicista, enquanto o Vanguard opta pelo poderes bióticos das personagens. Há outras classes para escolher, com habilidades específicas que podem ser desenvolvidas, com várias opções para escolher. Atacar não significa entrar à Rambo no combate, mas sim com acções pensadas e utilizando as coberturas para avançar e disparar. Caso contrário, finito. Sim, porque se nós podemos fazer de Deus e ressuscitar colegas de equipa, já estes não podem fazer o mesmo por nós. A IA podia ser melhor, com alguns inimigos semelhantes a “kamikazes” e alguns bugs que não são admissíveis num jogo desta qualidade. O que vale é que eles acabam por serem esquecidos pelo resto.

Se o modo campanha já provoca estragos na relação conjugal, o modo online vai acabar com ela. “Galaxy at War” ´uma das novidades de “Mass Effect 3” e tem influência na campanha principal, apesar de ser independente desta. A mecânica é semelhante, sendo necessário criar uma personagem, escolher uma classe e explorar e ganhar pontos de experiência. Estes servem para comprar itens e habilidades. Depois é partir para os combates, em salas ou partidas rápidas, em vários cenários, inimigos para todos os tipos de gosto e dificuldade diversa. Como consequência, este acaba por ser um modo infinito no tempo, logo o tal que vai acabar por dar cabo da sua relação conjugal.

Visualmente, “Mass Effect 3” é um regalo para a vista, mas o motor de jogo começa a acusar a idade, mas nada que coloque em xeque a qualidade final do jogo. Digamos, que neste campo, “Mass Effect 3” continua a ser uma bela mulher, mas que necessita de um pouco mais de cosmética para estar ao nível de outros títulos, porque a sua beleza natural se desgastou com os anos. Já na vertente sonora, estamos perante um caso de estudo que todos os jogos deveriam assistir e seguir as boas práticas. Bons diálogos e com qualquer personagem,  uma excelente banda sonora e trilhas e sons bem ao estilo dos filmes de ficção científica.

“Mass Effect 3” encerra uma trilogia de forma brilhante. Conseguiu manter o nível de qualidade dos episódios anteriores e poucas sagas se podem orgulhar de tamanho feito. Não é um jogo perfeito, mas roça este título, com uma narrativa de grande qualidade, uma excelente e bem conseguida mistura de géneros, RPG e acção, e um novo modo online quase tão bom como o modo singular. Mesmo com algumas falhas, como a IA, alguns loadings e bugs no motor de jogo, estas não retiram brilhantismo a um dos melhores jogos de 2012, apesar de ainda faltar muito para o fim do ano.

Avaliação:

Não percas tempo com este jogo!

Joga uma vez e arruma na prateleira.

 Se não tiveres mais nada que fazer é um bom divertimento.

 Estou a jogar há três dias e ainda não me cansei!

√ Até pagava o dobro por este jogo!

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