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Sorcery – Magia em movimento Maio 30, 2012

Posted by nunomachado in Análises, Playstation 3.
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Há muito que a Sony procura fazer frente ao mundo fantástico da Wii e da liberdade que os comandos desta consola proporcionam aos jogadores. É uma sensação de liberdade, quase uma extensão do corpo. O Playstation Move veio para dar essa mesma sensação, mas numa consola com um conceito diferente, onde há menos diversão em grupo presencial e mais em ambientes virtuais ou mesmo a solo. Pelo menos, é o que proporcionam a maior parte dos jogos produzidos para os comandos Move.

Não se pode dizer que existam títulos excepcionais para utilizar o Move. Pelo menos, nenhum que nos faça ficar agarrado à consola e esquecer a comida ao lume ou mudar a fralda ao bebé. Foi a pensar neste vazio que foi produzido “Sorcery”, a grande aposta da Sony para o Move. Aos comandos deste barco ficaram a The Workshop e os estúdios Santa Monica que tiveram tempo de sobra para produzirem um jogo com cabeça, tronco e membros. Será que conseguiram ou deixaram a criança pelo meio? Vamos ver.

A história de “Sorcery” faz lembrar um pouco Harry Potter, com um aprendiz de feiticeiro a tornar-se num herói. Finn, é este o personagem principal, tem em Dash o seu mestre e que mestre, ou não se tratasse do Messi da feitiçaria. No entanto, mete a pata na poça quando entorna o caldeirão de Dash com um misterioso e poderoso ingrediente. De forma a remediar o erro, Finn parte em busca do ingrediente na companhia de Erline, uma gata que, como é óbvio, fala. A juntar à festa lá surge uma bruxa má que tem algo contra Erline, para além de semear o terror por onde passa. E aqui estão os ingredientes de uma história que não arrebata, mas também não envergonha num jogo baseado em feitiçaria. O fio condutor é feito através de diálogos que surgem nos intervalos dos momentos de maior acção e sequências animadas que parecem retiradas dos livros da Cinderela ou Branca de Neve, mas que encaixam bem no espírito do jogo.

Vamos ao mais importante no jogo, a jogabilidade. A intenção de “Sorcery” foi transformar o Move em varinha mágica, enquanto o Dualshock, ou o Navigator, serviria para movimentos, câmara e posições de defesa. Pode dizer-se que a função é cumprida com muita competência. Sentimo-nos um pouco como Harry Potter, mas com uma varinha muito mais “cool”! É possível fazer ataques com o Move como se de uma varinha se tratasse, aproveitando as magias que vão surgindo durante a aventura. Depois é ainda possível combinar várias magias, com diversos elementos, como fogo, água ou gelo, bastante eficazes contra os adversários mais complicados, os denominados “bosses”.

Para além da feitiçaria, Finn pode ainda defender-se utilizando um escudo contra os ataques mágicos ou mesmo físicos e enviar aqueles feitiços tipo Dumbledore, onde enrola uma bola de energia cm as mãos e atira aos adversários. Para a feitiçaria estar completa, falta as poções. E aqui o Move deixa de funcionar como varinha mágica e passa a ser uma colher de pau para misturar os vários ingredientes no caldeirão. E se estão à espera de terem os ingredientes prontinhos a meter na poção, desenganem-se pois terão trabalho de cozinha para fazer, sempre com o Move.

Numa avaliação do desempenho geral do Move em “Sorcery” pode dizer-se que merece uma nota alta. Não está isento de falhas e, por vezes, a detenção do comando não é a mais exacta. Prejudica no desenrolar do jogo? Sim. Acontece muitas vezes? Não. Se à segunda questão a resposta fosse “Sim”, “Sorcery” seria um flop. Assim, consegue ser um jogo muito competente para o Move.

A nível visual, há que tirar o chapéu aos produtores de “Sorcery”. O mundo encantado da feitiçaria está muito bem construído. Há cor, há diversidade, há personagens diferentes. Os efeitos das magias são excelentes. Só é pena que, apesar da diversidade, as personagens mereciam uma passagem por um cirurgião plástico. No som, os diálogos contribuem para o bom desenrolar da história e a banda sonora dá um toque de épico em algumas situações. Destaque ainda para a versão portuguesa do jogo, muito competente.

Voltando ao início desta análise, onde se fala das expectativas em relação a “Sorcery” por tudo o que envolveu a sua produção, pode dizer-se que o jogo é uma espécie de refeição com bom aspecto, mas no fim ainda se comia mais qualquer coisa. A história não é má, mas condiciona a liberdade de acção, para além de ser curtinha (pouco mais de 6 horas já são valores que não se usam!). Existem alguns lapsos na detenção dos movimentos, mas nada de muito grave. Somando e baralhando, “Sorcery” é mesmo o melhor jogo produzido para o Move, mas não é um grande jogo, mas sim uma boa diversão.

Avaliação:

Não percas tempo com este jogo!

Joga uma vez e arruma na prateleira.

  √ Se não tiveres mais nada que fazer é um bom divertimento.

 Estou a jogar há três dias e ainda não me cansei!

 Até pagava o dobro por este jogo!

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